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EUA: Análise às importações de vestuário no mês de Setembro

O volume das importações norte-americanas de vestuário registou uma subida de 12% durante o período de Janeiro a Setembro de 2005, relativamente a igual período de 2004, de acordo com a análise elaborada pelo Emerging Textiles com base nos dados do departamento norte-americano do comércio. Os dados oficiais revelam que durante o mês de Setembro o volume das exportações com destino ao mercado norte-americano foi 7% mais elevado do que o registado em igual mês de 2004.

China solidifica liderança

As exportações chinesas de vestuário com destino ao mercado norte-americano mantiveram-se bastante acima dos valores de 2004, mas a subida de 66% registada durante o mês de Setembro fica aquém dos valores registados em meses anteriores. Os embargos aplicados sobre as importações de determinadas categorias e a incerteza entre os compradores norte-americanos (motivada pelos constantes adiamentos de uma solução consensual para o comércio de têxteis e de vestuário) contribuíram para o abrandamento das importações.

Apesar destes factores a China reteve uma grande fatia das importações norte-americanas de vestuário, sendo responsável por uma quota de 27% do volume, denunciando a perda de quota de mercado quando comparado com os 30,5% conquistados em Agosto.

Apesar da quebra na quota de mercado da China, as importações com origem no México não evidenciaram sinais de recuperação. O México, actualmente em segunda posição entre as principais origens das importações norte-americanas de vestuário, tem assistido à aproximação do Bangladesh, que ameaça a posição do México no mercado norte-americano.

Em relação ao volume registado em período homólogo de 2004, as exportações do Bangladesh com destino aos EUA registaram uma subida de 20% no mês de Setembro, valor que se encontra muito próximo da taxa de crescimento registada ao longo do ano entre os meses de Janeiro e Setembro.

As Honduras e o Cambodja registaram subidas de 10% e 20% nas exportações para o mercado norte-americano.

Desde que foram aplicadas as medidas de salvaguarda sobre determinadas categorias de artigos com origem na China, Hong Kong tem registado um aumento de actividade, resultando numa subida de 10% nas suas exportações durante o mês de Setembro.

Egipto mais competitivo

Com uma subida de 84% no volume das exportações, o Egipto tem atraído investimento estrangeiro, factor que se encontra na base de uma evolução tão significativa.

Este investimento, incentivado pelo desenvolvimento da recentemente formada QIZ (Qualifying Industrial Zone) ajudou a suscitar o interesse dos compradores norte-americanos pelos produtos da região principalmente com o preço médio a registar uma quebra de 25% em Setembro, relativamente a igual período de 2004, cifrando-se actualmente nos 2,32 dólares por metro quadrado equivalente. Este valor encontra-se muito abaixo da média mundial de 3,14 dólares e do custo médio de 2,58 dólares registado na China.

As QIZ foram referidas pela primeira vez em 1996 pelo Congresso norte-americano, sendo estabelecidas inicialmente entre a Jordânia e Israel e entre o Egipto e Israel, dando aos dois estados Árabes o direito de exportarem para o mercado norte-americano com a isenção de taxas alfandegárias, caso os produtos incluam componentes com origem em Israel.

No final de Outubro, o responsável comercial dos EUA, Rob Portman estabeleceu uma nova QIZ no Egipto (Central Delta QIZ) e aprovou o alargamento de duas das áreas já existentes (Greater Cairo QIZ e Suez Canal Zone QIZ), conforme foi noticiado pelo jornal israelita Haaretz.

Descida nos preços

Em termos médios absolutos, o preço por metro quadrado das importações norte-americanas de vestuário registou uma quebra de 4,67% no mês de Setembro, em relação a igual período de 2004.

China, El Salvador e Honduras conseguiram reduzir os preços de forma significativa, com quebras na ordem dos 13%, 11% e 9,6%, respectivamente. El Salvador apresenta o vestuário ao preço médio mais baixo estando cifrado em 1,90 dólares por metro quadrado equivalente, valor que é muito inferior ao praticado pelos outros fornecedores norte-americanos. O Cambodja e o Vietname aumentaram os preços na ordem do 6,4% e 9,3%, respectivamente.

 

Para mais informação, ver notícias no Portugal Têxtil:

EUA: Análise às importações de vestuário no mês de Julho

Análise às importações de vestuário nos EUA (primeiro semestre de 2005)