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EUA aplicam cláusula de salvaguarda contra a China

As Autoridades dos EUA decidiram ontem adoptar Medidas de Salvaguarda contra as Importações de Tecidos de Malha, Soutiens e Vestidos de Noite provenientes da China, como resposta às petições apresentadas pelos produtores têxteis americanos. A acção vai ter lugar sob o chamado “mecanismo de salvaguarda” previsto aquando da entrada da China na OMC em Novembro de 2001, que permite a imposição de quotas nos produtos que possam causar ruptura de mercado. A decisão agora adoptada pelos EUA é passível de ter efeitos significativos sobre o comércio mundial dos artigos em questão, originando possíveis desvios de tráfico comercial para outros mercados, nomeadamente o da UE, em prejuízo dos produtores europeus. O Sub-secretário do Comércio Grant Aldonas afirmou que o aumento de exportações chinesas de vestuário durante os últimos 14 meses, juntamente com os subsídios de Pequim para o sector têxtil, levaram a esta decisão. As quotas foram removidas nos artigos em questão no ano anterior como parte do objectivo a longo prazo de remover a totalidade das quotas até 2005 sob o acordo da OMC. Baseado em dados da Coligação da Acção de Produtores de Comércio Americano, uma organização formada para pressionar as salvaguardas nas importações da China, as importações de roupa interior de algodão deste país subiram aproximadamente 53 por cento desde o início do ano, com um crescimento de 78 por cento de soutiens de fibras feitas à mão e malhas aumentaram 39 por cento. As importações de vestuário de algodão aumentaram quase 141 por cento e de vestuário de fibras feitas à mão e robes aumentaram quase 85 por cento. O Departamento do Comércio afirmou que irá limitar o crescimento das importações destes produtos para 7,5 por cento por ano. No entanto, esta acção não foi do agrado de todos, com a Federação Nacional do Retalho (NRF), que têm entre os membros a Gap e a JC Penney, disseram que os preços para o consumidor irão subir devido à imposição destas quotas. Entretanto, a China, fez já saber que se opõe veementemente a esta acção, ameaçando levar esta questão à OMC. «O Governo chinês expressou um profundo descontentamento, opondo-se firmemente a esta decisão», afirmou em declarações o ministro do Comércio chinês. Esta declaração acrescentava que Pequim reservava-se no direito de proteger os seus interesses através da OMC. Recorde-se que esta acção é o resultado de intensas negociações e pressões levadas a cabo pelas entidades americanas representativas do sector. Esta posição agora assumida pela administração americana já vem sendo defendida por alguns países da U.E. estando em estudo a possibilidade de serem apresentados também pedidos de Clausula de Salvaguarda. De facto, a cerca de 13 meses da liberalização total a China já se assume como uma importante referência no mercado da U.E. Esta potência asiática exportou para a UE 11,3 mil milhões euros, mais 9,4% do que em 2001, sendo o maior fornecedor de vestuário da U.E., com uma quota de 11%. O Portugal Têxtil tem feito um acompanhamento deste processo apresentando vários relatórios que analisam o impacto que a liberalização em 2005. O Portugal Têxtil tem feito um acompanhamento deste processo apresentando vários relatórios e artigos que analisam o impacto que a liberalização em 2005. Notícias: A grande marcha I , A grande marcha II , A Grande Marcha III Revolução na indústria têxtil mundial em 2005 Estudos: Ameaça da China ao Comércio Têxtil e de Vestuário O Impacto da Liberalização Impacto da Eliminação das Quotas em 2005