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EUA importa menos da América Central

Após a subida registada em Março, as importações de vestuário dos EUA voltaram a decrescer em Abril, de acordo com o divulgado pelo Emerging Textiles. A China continuou a beneficiar da vantagem de uma forte subida nas suas exportações para o mercado norte-americano, enquanto que as importações com origem em países da América Central registaram uma quebra significativa. Os preços unitários continuaram a decrescer em diversas categorias entre o período de Janeiro a Abril, de acordo com a informação apresentada pelo Emerging Textiles.

O volume das importações de vestuário do mercado norte-americano registou uma quebra de 3,25% durante o mês de Abril, após a ligeira subida de 0,31% verificada no primeiro trimestre do ano. Estes dados vêm minimizar a expectativa e a relevância do aumento de 7,7% que foi registado em Março.

As importações de vestuário com origem na China mantiveram a sua tendência para aumentar, apesar de a um ritmo menor. Durante o mês de Abril, as importações chinesas registaram um crescimento de 20,26%, o que representa uma diminuição relativamente ao mês de Março, cujo crescimento foi de 39%.

Com a diminuição, em Abril, do volume de importações de todos os principais fornecedores de vestuário para o mercado norte-americano, a quota da China registou um crescimento significativo, passando dos 12,14% de média em 2003, para os 13,33% em Abril. Países como o Bangladesh, a Índia e o Vietname registaram quebras nas suas exportações com destino aos EUA.

As exportações de vestuário de alguns países de baixo custo aumentaram em Abril, mas de forma menos significativa. As importações com origem na Indonésia aumentaram 7,26%, enquanto o Paquistão, a Coreia do Sul e o Cambodja beneficiaram de um crescimento acentuado. Hong Kong também resistiu à tendência negativa com um aumento de 2,31% nas suas exportações de vestuário para os EUA.

As importações de vestuário dos países do CBI na América Central e nas Caraíbas decresceram 12,35% em Abril, com as importações das Honduras, República Dominicana e El Salvador a caírem 19%, 11% e 13%, respectivamente.

No período de Janeiro a Março, a Turquia viu o volume das suas exportações para os EUA diminuírem 22,87%, relativamente a igual período de 2003, com o mês de Abril a registar uma quebra de 24,36% ficando a Turquia com uma quota de 1,66% do mercado norte-americano.

Os países africanos e asiáticos que possuem o acesso isento de quotas aos EUA beneficiaram ainda de uma subida significativa nas suas exportações, nomeadamente a Jordânia (+56%), o Lesoto (+24%), Madagáscar (+29%) e o Peru (+48%).

Enquanto que as importações de vestuário de algodão e de lã registaram uma clara quebra, o vestuário de fibras artificiais não registou qualquer diminuição. As importações de camisas em tecido de algodão estão a decrescer na categoria 340/341, assim como as importações de calças de algodão na categoria 347/348. Por outro lado, as importações de saias de algodão aumentaram 31%, com a taxa de utilização da quota a ser rapidamente preenchida na categoria 342.

Apesar das importações de vestuário de lã terem caído em diversas categorias, em parte devido ao aumento nos preços do vestuário de lã, as importações de camisolas de lã para homem e criança aumentaram em Abril.

As importações de artigos de malha de fibras artificiais aumentaram 44% em igual período de tempo, após registarem uma subida de 51% no primeiro trimestre. O preço médio unitário registou uma quebra de 1,16% ao longo dos primeiros quatro meses do ano, cifrando-se nos 4,18 dólares (3,47 euros) por metro quadrado equivalente.