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Euratex quer evitar problemas no têxtil

Segundo noticiou o Diário Económico, a Euratex – Associação Europeia da Indústria Têxtil e do Vestuário -, que reuniu na passada sexta-feira em Portugal, quer evitar conflitos no sector têxtil e vestuário. Isto porque o diferendo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos no caso do aço, pode atingir gravemente o sector têxtil e do vestuário europeu se Bruxelas decidir avançar com medidas de retorsão comercial. O Diário Económico afirma que a Euratex, vai ter de definir um grupo de artigos têxteis a inserir no conjunto de produtos que poderão ser impedidos de entrar na União Europeia. No entanto Luísa Santos, directora de relações internacionais da Associação Portuguesa de Têxteis e Vestuário (APT), afirmou que «teremos mais a perder do que a ganhar, se os Estados Unidos retaliarem». Segundo Luísa Santos, «importamos muito rama de algodão e fios sintéticos dos Estados Unidos e se esta “guerra” avançar, a falta destes produtos vai prejudicar seriamente a indústria têxtil e do vestuário europeia». A directora de relações internacionais da APT explicou ainda ao DE que até 13 de Maio a Comissão Europeia decidirá se haverá ou não outra «guerra das bananas». As negociações em curso na Organização Mundial do Comércio (OMC), foi outra das questões abordadas na reunião da Euratex. Segundo o DE, a Comissão Europeia quer que a indústria têxtil e do vestuário apresente uma proposta de redução adicional dos direitos aduaneiros. No entanto, a Euratex acha que só o deve fazer se houver garantias de países terceiros e dos Estados Unidos de que farão o mesmo, ou «pelo menos que baixem até aos 15%». Luísa Santos refere neste sentido que «o mercado europeu abre-se cada vez mais, temos os direitos aduaneiros mais baixos do mundo, nos 12%, enquanto os outros países se mantêm fechados. Nos Estados Unidos os artigos de lã, por exemplo, têm tarifas de 18% e nos países terceiros há muitos produtos nos 40%». A Comunidade Europeia terá de decidir o pacote de artigos que está disposta a negociar com os outros países da OMC até ao final de Junho. Ainda assim, e conforme o DE, a Euratex não quer que o têxtil seja moeda de troca em relação a outros sectores industriais, querendo por isso que seja negociado à parte. O ano de 2005, é a data agendada para a liberalização mundial do comércio.