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Euro prejudica têxteis-lar

O Observatório Têxtil do CENESTAP reclassificiou categoria têxteis-lar passando a incluir produtos que não estavam inicialmente considerados, como por exemplo, os artigos de tapeçaria. Deste modo, as análises feitas de acordo com a nova classificação não são directamente comparáveis com os estudos anteriores.

De acordo com as novas categorias, as exportações de têxteis-lar nacionais cresceram significativamente, em particular entre 1993 e 1999, tendo registado um abrandamento do ritmo de crescimento a partir daí.

Se tivermos em consideração o período temporal compreendido entre 1993 e 2003 constatamos que as exportações cresceram 51,0%, resultando numa taxa de crescimento média anual de 4,2%. De referir que, entre 2002 e 2003, exportações cairam 7,4% impulsionadas pela evolução ao nível das roupas de mesa que caiu 30,9% e das colchas e lençóis com reduções de 18,8% e 13,7%, respectivamente.Todavia, as exportações das outras roupas de mesa, toucador ou cozinha e dos diversos cresceram 23,3% e 16,2% contribuindo positivamente para a evolução das exportações.

Os lençóis representavam 44% das exportações de têxteis, em 2003, num total de 316.967 mil euros logo seguido dos artigos de toucador ou cozinha de felpo com 30% das exportações equivalendo a 223.303 mil euros. Adicionalmente, a análise comparativa da evolução do peso relativo nas exportações das diferentes categorias de têxteis-lar aponta para um aumento do peso dos lençóis em 5 p.p. e das colchas em 3 p.p. nos últimos dez anos. Em sentido inverso variou a categoria de toucador ou cozinha de felpo com uma queda de 10 p.p.

Os principais clientes nacionais foram os EUA, o Reino Unido e Espanha com pesos nas exportações de, respectivamente, 25,2%, 19,5% e 12,3%. É importante referir que os quatro principais clientes nacionais absorvem 68,9% das exportações totais e que, contrariamente à média da ITV, os têxteis-lar estão menos concentrados no mercado intra-comunitário (representa 66,8% das saídas totais que compara com os 83,6% médios da ITV).

Nos últimos dez anos a Alemanha perdeu peso relativo no mercado de exportação nacional em contrapartida de um aumento do peso dos EUA. Merece referência a evolução dos pesos relativos em 2003, efectivamente, nesse ano, os EUA e o Reino Unido inverteram a tendência de crescimento dos anos anteriores com quedas de 5 p.p. e 1 p.p. respectivamente. Esta evolução negativa pode estar associada à valorização cambial do euro face ao dólar americano e à libra esterlina.

Efectivamente, de acordo com os dados do Banco de Portugal, a cotação média do euro face ao dólar americano passou de 0,95 para 1,13 dólares (2). Na libra esterlina a variação foi menor mas igualmente relevante passando de uma taxa de câmbio média de 0,63 em 2002 para 0,69 em 2003.

Esta informação é apresentada emficha informativa, disponível no PortugalTextil.com

(1)Esta qualificação tem por base o produto final, todos os produtos intermédios não foram considerados têxteis-lar.

(2)1,13 dólares americanos equivalem a 1 euro.