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Europa invadida pela América

Apesar do elevado valor cambial do dólar, muitas das empresas de vestuário americanas estão contentes com os seus negócios na Europa. É verdade que as quedas causadas pelo diferencial cambial baixam os lucros mas, mesmo assim, grande parte das empresas estão convencidas de que as possibilidades são maiores do que os riscos. A Polo Ralph Lauren Corp. de Nova Iorque, por exemplo, teve o seu maior crescimento no mercado europeu. Devido à reaquisição de todas as suas licenças, a empresa tem todo o controlo sobre os negócios de produtos com o seu nome. Para reforçar ainda mais o seu crescimento, a Ralph Lauren quer aumentar a sua rede de filiais na Europa e introduzir novas linhas de produtos. É provável que a Donna Karan siga um caminho semelhante. No início do ano, a empresa foi adquirida pela LVMH por 787 milhões de euros. A Tommy Hilfiger Corporation de, Hong Kong, começou também a tratar os seus negócios directamente com as suas marcas na Europa, querendo também crescer agressivamente neste mercado. Na Europa, a empresa quer aumentar o seu volume de vendas através da introdução de novas marcas e licenças apesar do facto de, nos EUA, a Tommy Hilfiger Corporation ter chegado aos limites de expansão com a sua roupa para homens e ter encontrado mais problemas do que o previsto em relação à implantação da sua colecção de vestuário para mulheres. O especialista de roupa de ganga, Levi Strauss, que passa um tempo difícil em relação aos seus negócios, está contente com o comércio europeu. O volume de vendas total do grupo diminuiu 9% no ano fiscal de 2000, mas ao mesmo tempo, os negócios europeus mantiveram-se estáveis. No top das grandes empresas americanas está, outra vez, a VF Corporation, de Greensboro, Carolina do Norte. No ano fiscal corrente, a empresa concentra-se na consolidação dos seus negócios, depois de ter adquirido no ano passado as marcas The North Face, Eastpak e H.I.S. Sportswear AG. A Guess Jeans de Los Angeles, especializada também em roupa de ganga, teve um dos maiores crescimentos (30%) de todas as empresas. Mesmo assim, a Guess teve de pagar por este crescimento no volume de vendas, com uma redução no lucro. Segundo a empresa, a razão é um excesso de oferta nas lojas próprias, o que diminuiu a margem de lucro. A Nautica Enterprises Inc. de Nova Iorque, viu também boas oportunidades de crescimento no mercado europeu. Neste ano, a empresa adquiriu a marca Earl Jeans, de Los Angeles, e quer aumentar as suas colecções com uma linha de roupa para homens. Este ano, o nome Calvin Klein não aparece na lista das maiores empresa de roupa americanas. Segunda a própria empresa, a Calvin Klein sempre teve um volume de vendas de cerca de 5,62 mil mlhões de euros, mas estes dados representaram o volume de vendas de todos os negócios feitos com produtos do nome Calvin Klein, incluindo os negócios de licenças. Os especialistas da área pensam que o volume de vendas da Calvin Klein situa-se entre 112 e 281 milhões de euros. Segundo estimativas da hoovers.com, a Calvin Klein teve um volume de vendas de 191 milhões de euros no ano 2000. A Bugle Boy de Los Angeles, também não está no top das empresas. Em Fevereiro de 2000, o especialista de roupa de ganga teve de declarar falência, e só alguns meses depois, a Perry Ellis International de Miami, adquiriu os direitos sobre a marca e a sua distribuição.