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Europeus são os menos otimistas na recuperação

Apesar de, no geral, as expectativas de volume de negócios das empresas da indústria têxtil e vestuário serem mais positivas em dezembro do que em setembro, com uma quebra prevista menos acentuada, os europeus estão entre os mais afetados e os menos otimistas na retoma.

O sexto estudo sobre o impacto do novo coronavírus na cadeia de valor têxtil da Internacional Textile Manufacturers Federation (ITMF), realizado de 20 de novembro a 14 de dezembro, concluiu que as expectativas de volume de negócios subiram 4% em comparação com o último estudo, realizado em setembro.

O estudo incluiu 159 empresas de todo o mundo. Em comparação com o 5.º inquérito, realizado de 5 a 25 de setembro, as previsões para o volume de negócios melhoraram, com uma redução da queda esperada de 4%, de -16% no estudo anterior para -12% – ambos os valores em comparação com 2019.

Atualmente, o maior impacto parece estar a ser sentido no sul da Ásia (cerca de -18%), na Europa, incluindo a Turquia (-12%), e no sudoeste asiático (-11%), enquanto as quedas menos acentuadas são esperadas na América do Sul, em África e no leste da Ásia, de acordo com os inquiridos. As empresas americanas antecipam uma quebra de 10%.

Para 2021 e os próximos anos, as previsões de volume de negócios também subiram. Em média, as empresas esperam uma pequena melhoria – um aumento para +3% em termos anuais no mais recente estudo, em comparação com uma queda de -1% apontada pelas empresas no estudo de setembro.

Para 2022 e 2023, as expectativas melhoraram ligeiramente, para um ganho de 11% em comparação com 9%, e uma subida de 15% face a um aumento de 14%, respetivamente, para os inquéritos de novembro-dezembro e o de setembro.

«As previsões de volume de negócios para 2024 – em comparação com os níveis de 2019 – não mudaram (+18% no quinto e no sexto inquérito)», salienta a ITMF em comunicado.

Questionados sobre a evolução esperada do volume de negócios da empresa entre 2020 e 2024 em comparação com os níveis de 2019, os maiores aumentos são antecipados pelos inquiridos no Sudeste Asiático (+30%), seguidos dos sediados no sul da Ásia (+21%), no leste da Ásia (+19%), na América do Norte (+18%), na América do Sul (+16%), em África (+15%) e na Europa, incluindo a Turquia (+11%).

O ITMF considera que este inquérito mostra que a médio e longo prazo, as expectativas em relação ao volume de negócios não mudaram significativamente. «Contudo, devido a uma diminuição reduzida do volume de negócios de -10% em 2020, a indústria espera recuperar as perdas de 2020 até ao final de 2022», conclui o ITMF.