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Exportações abrandam em abril

A indústria têxtil e vestuário registou um aumento das exportações de 3,61% entre janeiro e abril deste ano, com os mercados extracomunitários a alimentarem o crescimento. Entre os 10 maiores mercados, EUA, Itália e Países Baixos destacaram-se, sobretudo no vestuário.

O crescimento das exportações abrandou face aos números do primeiro trimestre (ver Exportações crescem no 1º. trimestre), para 1.756 milhões de euros, uma desaceleração com o contributo da queda nos envios para Espanha (-0,6%) e para Itália (-1,6%). Esta diminuição foi, contudo, compensada pelos envios para os EUA (+14,5%), para Itália (+14,6%), para os Países Baixos (+13,9%) e para a Alemanha (+7,1%).

Em termos produtos, as categorias outras fibras têxteis vegetais (+22,6%, para 1,47 milhões de euros), tecidos de malha (+16,5%, para 57,8 milhões de euros), lã (+14,3%, para 23,6 milhões de euros) e tecidos impregnados e revestidos (+12,5%, para 8,59 milhões de euros) destacam-se.

Na categoria de vestuário, a mais representativa das exportações nacionais, os envios de vestuário e seus acessórios de malha registaram um aumento de 2,2%, enquanto a de vestuário e seus acessórios, exceto malha subiu 0,8%. Em conjunto, as duas categorias representaram 1.055 milhões de euros.

Embora Espanha continue a ser, de longe, o maior mercado do vestuário “made in Portugal”, com uma quota de 42,4%, as exportações desta categoria para o país vizinho baixaram 2%, para 447,2 milhões de euros, em comparação com 456,4 milhões de euros entre janeiro e abril de 2016. França (-1,9%) e Reino Unido (-1,2%) também registaram quedas.

Em sentido contrário, as exportações de vestuário aumentaram fortemente para os EUA (+26,8%), para Itália (+24,6%) e para os Países Baixos (19%), respetivamente o 7.º, 6.º e 5.º principais mercados das empresas nacionais de vestuário. Entre os 10 principais mercados, também a Alemanha (+7,2%), a Bélgica (+6,1%) e a Suécia (+4,1%) receberam mais vestuário proveniente de Portugal.

Do lado das importações, a indústria têxtil e vestuário aumentou em 2,8% as suas compras aos mercados externos nos primeiros quatro meses do ano, para 1.302 milhões de euros.

Os maiores crescimentos foram sentidos nas compras de algodão (+14,1%, para 200,1 milhões de euros), pastas e feltros (+11,3%, para 32,9 milhões de euros), tecidos impregnados e revestidos (+10,1%, para 46,2 milhões de euros) e tapetes e outros revestimentos (+9,2%, para23,2 milhões de euros).