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Exportações aceleram até agosto

Nos primeiros oito meses do ano, as exportações da indústria têxtil e vestuário portuguesa subiram 4,49%, com os tecidos impregnados revestidos, os artigos em algodão, os tecidos de malha e o vestuário e seus acessórios de malha a serem as categorias impulsionadoras do crescimento.

No total, as empresas do sector exportaram 3,55 mil milhões de euros entre janeiro e agosto de 2017, em comparação com os 3,39 mil milhões de euros registados no período homólogo do ano passado.

Entre as categorias mais relevantes, os principais aumentos fizeram-se sentir nos tecidos impregnados revestidos (+13,98%, para 171,8 milhões de euros), nos artigos em algodão (+9,67%, para 120,1 milhões de euros), nos tecidos de malha (+6,92%, para 101,8 milhões de euros) e no vestuário e seus acessórios, de malha (+4,82%, para 1,49 mil milhões de euros).

O vestuário como um todo (incluindo confeção em malha e em tecido) manteve a tónica de crescimento, tendo registado uma subida de 3,8%, para 2,16 mil milhões de euros, dos quais 190 milhões com destino a países fora da União Europeia.

Os envios para os mercados extraeuropeus subiram 11,5% face ao período homólogo, impulsionados pelas exportações para países como os EUA (+18%, para 67,1 milhões de euros), Angola (+72,4%, para 17,5 milhões de euros) e Coreia do Sul (+81,6%, para 2,9 milhões de euros).

Dentro da Europa, a subida de 3,2% resultou especialmente do crescimento dos envios para Itália (+26,6%, para 91,5 milhões de euros), Países Baixos (+12,7%, para 96,7 milhões de euros), Alemanha (+4,2%, para 191,3 milhões de euros), França (+4,1%, para 285 milhões de euros) e Espanha (+2%, para 927,3 milhões de euros).

Em sentido inverso, no top 10 foi sentida uma quebra nos envios de vestuário para o Reino Unido (-0,3%, para 194,1 milhões de euros), para a Bélgica (-3%, para 39,5 milhões de euros) e para a Dinamarca (-2,6%, para cerca de 32 milhões de euros).

O presidente da direção da ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção, César Araújo, afirma em comunicado que «o aumento das exportações [de vestuário] nestes oito meses mostra a importância da diversificação de mercados e confirma a necessidade de prosseguir a exploração de novos potenciais destinos para o “made in Portugal”», acrescentando ainda que esse percurso tem sido feito «ao mesmo tempo que as empresas deste sector reforçam a sua imagem de qualidade e competitividade em mercados exigentes, como é o caso de Itália».

Importações acompanham crescimento

As importações nacionais de matérias têxteis e suas obras também aumentaram nos primeiros oito meses do ano, atingindo 2,7 mil milhões de euros, mais 6,73% do que em igual período de 2016.

Entre as principais categorias de importação, as que mais contribuíram para este crescimento foram o algodão (+14,76%, para 390,3 milhões de euros), tecidos impregnados revestidos (+10,1%, para 92,7 milhões de euros), vestuário e seus acessórios, exceto de malha (+7,88%, para 700,1 milhões de euros), e vestuário e seus acessórios, de malha (+5,81%, para 646 milhões de euros).

Embora as importações tenham aumentado, em termos relativos, mais do que as exportações, o saldo da balança comercial do sector mantém-se positivo, ascendendo a 842,7 milhões de euros.