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Exportações acentuam queda

Os envios de têxteis e vestuário recuaram 1% nos primeiros 11 meses do ano, fruto de uma queda maior no mês de novembro. Mas nem todas as categorias sofreram, com o vestuário e seus acessórios, exceto de malha, a prosseguirem uma trajetória positiva, com um crescimento de 2,9%, assim como as exportações de tecidos de malha.

Entre janeiro e novembro, as empresas portuguesas da indústria têxtil e vestuário exportaram menos 50 milhões de euros, ficando-se pelos 4,89 mil milhões de euros. A queda, que vem já desde junho, foi acentuada face aos números do mês passado, provocada pela descida de 4,3% do mês de novembro.

Em temos de mercados, Espanha continua a acumular perdas, que totalizaram nos primeiros 11 meses de 2019, face ao período homólogo do ano anterior, 78,8 milhões de euros (-5%). Em queda estão igualmente as exportações para a Alemanha (-3,6%, equivalente a 15,4 milhões de euros) e para o Reino Unido (-1,9% ou 7 milhões de euros). Estas reduções foram, contudo, compensadas parcialmente pelo crescimento em mercados como os EUA (+6,3%, representando mais 18,6 milhões de euros), França (+2,4% ou 14,7 milhões de euros) e Países Baixos (+5,9% ou 11,8 milhões de euros).

Vestuário exceto malha prospera…

Apesar dos números serem, no geral, negativos, com a maior parte das categorias no vermelho, há artigos que estão a subir nas exportações. É o caso do vestuário e seus acessórios, exceto de malha, que registou um aumento de 2,9%, para 924,5 milhões de euros, em comparação com os 898,4 milhões de euros no mesmo período de 2018. O ganho, equivalente a 26 milhões de euros, foi conseguido essencialmente à custa dos maiores envios para França (+8,6%, equivalente a 9,5 milhões de euros) e Espanha (+1,4%, representando 5,6 milhões de euros), que mantém a posição como principal destino de exportação deste tipo de artigo.

Em termos de produtos, os principais responsáveis pelo crescimento desta categoria são os fatos de saia-casaco, conjuntos, casacos, vestidos, saias, saias-calças, calças, jardineiras, bermudas e calções (shorts), de uso feminino, que em conjunto somaram mais 21,8 milhões de euros em exportações, seguidos por fatos de treino para desporto, fatos-macacos e conjuntos de esqui, fatos de banho, biquínis, calções (shorts), slips de banho e outro vestuário não especificado nem compreendido noutras posições, com um aumento de 11%, equivalente a 5,2 milhões de euros.

… e tecidos de malha também

Também a categoria pastas (ouates), feltros e falsos tecidos; fios especiais, cordéis, cordas e cabos; artigos de cordoaria registou um crescimento absoluto das exportações na ordem dos 20 milhões de euros (+9,1% face a igual período do ano passado), impulsionado pela procura em Espanha (+14,4% ou 4,8 milhões de euros) e Reino Unido (+25% ou 4,4 milhões de euros, mas também Trinidad e Tobago, que ocupa a 13.ª posição entre os principais clientes deste tipo de artigo (+8.047% ou 3,8 milhões de euros) e Argélia, na 15.ª posição (+487% ou 2,6 milhões de euros).

As fibras descontínuas registaram um aumento de 4,8 milhões de euros (+1,86%) e os tecidos de malha subiram 1,4%, equivalente a mais 1,7 milhões de euros, numa categoria que, entre janeiro e novembro de 2019, representou 126,4 milhões de euros. Este tipo de produto foi mais requisitado, entre os 10 principais destinos, nos EUA (que somaram mais 4,6 milhões de euros, equivalente a +48%), na Turquia (mais 311% ou 3,44 milhões de euros) e em França (+10,4% ou 1,87 milhões de euros).