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Exportações ao rubro

O 10.º mês do ano trouxe mais boas notícias ao sector. As exportações subiram 8,7% em comparação com o mesmo mês de 2012, de acordo com os dados fornecidos pela ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal. No total, no mês de outubro as empresas portuguesas da indústria têxtil e vestuário atingiram os 385,09 milhões de euros. Um resultado que contribuiu para um crescimento de 3,1% nos primeiros 10 meses do ano, para um total de 3,54 mil milhões de euros, em comparação com os 3,43 mil milhões de euros do período homólogo de 2012. As categorias de vestuário e acessórios de malha (+6,3%), outros artigos têxteis confecionados (+11,2%), tecidos de malha (+9,4%), fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (+6,7%) e pastas, feltros e artigos de cordoaria (+5,9%) foram as que registaram maiores crescimentos. Espanha continua a ser o grande cliente da indústria têxtil e vestuário portuguesa, com uma quota de 30,8% entre janeiro e outubro de 2013, seguida de França (12,9%), Reino Unido (9,2%), Alemanha (8,9%) e EUA (4,7%). Em termos de crescimento, o destaque vai para o Reino Unido (+11%), EUA (+17%), Tunísia (+37%), Angola (+14%). «As exportações para mercados não comunitários cresceram cerca de 11%, esforço das ações de diversificação de mercados que o sector tem vindo a fazer», sublinha o diretor-geral da ATP, Paulo Vaz. Em sentido inverso, as importações portuguesas também subiram em outubro (+11%), contribuindo para uma evolução positiva de +5,5% nos primeiros 10 meses do ano. Entre as principais importações portuguesas, as matérias-primas de algodão, incluindo fios e tecidos, registaram o maior crescimento (+32,2%), seguidas dos tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados (+16,5%), tecidos de malha (+14,1%) e fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (+13,3%). «As importações de matérias têxteis para a indústria aumentaram 12,2% no período de janeiro a outubro, enquanto as de produtos acabados registaram um aumento muito mais modesto, de 0,3% para o vestuário e de 1% para os artigos têxteis confecionados, entre os quais se incluem os têxteis para o lar», indica Paulo Vaz. Os países fora da União Europeia continuam a ganhar terreno, com a Índia (+38%), o Paquistão (+50%), Indonésia (+89%), Bangladesh (+36%) e o Egito (+14%) a registarem os maiores aumentos em termos de valor. No entanto, no ranking dos cinco maiores fornecedores, apenas a China, no quinto lugar, é extracomunitária, sendo que os primeiros quatro lugares são ocupados por Espanha (35,7% de quota), Itália (13,3%), França (7,5%) e Alemanha (7,2%). Em comunicado, o diretor-geral da ATP realça ainda que «a balança comercial deste sector, no período de janeiro a outubro, foi superior a 861 milhões de euros, com uma taxa de cobertura superior a 1,3».