Início Notícias Vestuário

Exportações baixam 1% em 2019

O ligeiro crescimento no último mês do ano contribuiu para que as exportações de têxteis e vestuário tenham terminado 2019 numa nota mais positiva, apesar da queda de 1%. Pastas, feltros e falsos tecidos, vestuário e seus acessórios exceto de malha e tecidos de malha foram as categorias que se destacaram pela positiva.

Depois do recorde obtido em 2018, as exportações portuguesas de têxteis e vestuário registaram um ano menos positivo mas, ainda assim, com resultados superiores a 2017 em termos de envios internacionais. Entre janeiro e dezembro, as empresas portuguesas enviaram um total de 5,26 mil milhões de euros em artigos, o que representa uma queda de 1% face a 2019, equivalente a menos 52,7 milhões de euros, mas a um aumento de 35,1 milhões de euros face aos números de 2017.

O ano foi, claramente, de altos e baixos para o sector. Nos primeiros cinco meses do ano, por exemplo, as exportações subiram quase 1% mas no mês seguinte, e com os dados apurados entre janeiro e junho, a queda foi de 1,55%.

Entre as categorias de produtos, destacaram-se pela positiva, e entre as mais representativas, o vestuário e seus acessórios, exceto de malha, com um crescimento de 2,5%, para 995,8 milhões de euros, e pastas (ouates), feltros e falsos tecidos; fios especiais, cordéis, cordas e cabos; artigos de cordoaria, que registou um aumento de 9,4%, para um valor de 260,1 milhões de euros. O envio de tecidos de malha também aumentou (+1%), para 134,4 milhões de euros.

Já em sentido inverso, a quebra mais significativa foi sentida no vestuário e seus acessórios de malha, que baixou 2,3%, equivalente a uma perda de 50,4 milhões de euros, para 2,16 mil milhões de euros. Também a categoria outros artefactos têxteis confecionados, que engloba a maioria dos têxteis-lar, sofreu uma quebra de 2,8%, para 646,6 milhões de euros, o que significa menos 18,7 milhões de euros do que em 2018.

Europa em queda

A diminuição das exportações nacionais de têxteis e vestuário foi provocada, sobretudo, pelos envios dentro da União Europeia, que caíram 1,9%, equivalente a 83,7 milhões de euros, para 4,3 mil milhões de euros. Uma descida que não foi completamente colmatada pelo crescimento das vendas para fora da Europa, que representaram 970,3 milhões de euros (+3,3%, equivalente a 31 milhões de euros).

Entre os principais mercados, Espanha, que continua a liderar a lista de clientes do “made in Portugal”, caiu 4,3%, para 1,62 mil milhões de euros (em 2018 este valor foi 73 milhões de euros superior). O mesmo aconteceu com a Alemanha (-3%), o Reino Unido (-1,4%), Itália (-0,7%), Suécia (-4,6%), Bélgica (-3,9%) e Dinamarca (-3,1%). No top 10 de principais destinos de exportação, apenas França (+2,6%) e Países Baixos (+4,2%) tiveram crescimentos positivos na Europa.

Fora da Europa, os EUA continuam a destacar-se e a afirmar a sua posição como mercado de excelência para as empresas portuguesas. Em 2019, os envios para este mercado subiram 5,4%, para 339,7 milhões de euros (mais 17,3 milhões de euros do que em 2018).

A crescer está também o Canadá, que registou uma subida de 11,6%, para 53,3 milhões de euros, face aos 47,8 milhões de euros em 2018.