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Exportações crescem no 1º. trimestre

As exportações da indústria têxtil e vestuário aceleraram em março e registaram, no primeiro trimestre, um crescimento de 7,44%, para 1,36 mil milhões de euros. Entre as principais categorias, destaca-se o aumento das vendas de tecidos de malha, tecidos impregnados revestidos, pastas, feltros e cordoaria e vestuário de malha.

O crescimento nas exportações foi transversal a praticamente todas as categorias de exportações de matérias têxteis e suas obras, com exceção apenas da seda (-10,72%), tapetes e outros revestimentos para pavimentos (-6,18%) e tecidos especiais e tufados, rendas, tapeçarias e bordados (-4,15%), descidas que foram largamente compensadas pelas restantes categorias.

No sector têxtil, o principal destaque no comércio internacional registou-se, entre as categorias mais representativas nas exportações, nos tecidos de malha (+17,2%, para 43,3 milhões de euros), tecidos impregnados revestidos (+13,27%, para 64,6 milhões de euros), pastas, feltros e cordoaria (+12,07%, para 72,1 milhões de euros) e fibras sintéticas ou artificiais, descontínuas (+11,73%, para 62,5 milhões de euros).

A categoria outros artefactos têxteis, onde se inclui grande parte dos têxteis-lar, também registou crescimento nos primeiros três meses do ano, com uma subida de 6,21% das exportações, para 151,1 milhões de euros.

Também as exportações do sector do vestuário aceleraram o crescimento em março, com o valor dos envios no primeiro trimestre a ascender a ascender a 837 milhões de euros, um valor 6,2% mais elevado do que no mesmo período de 2016.

De acordo com o comunicado da ANIVEC, os mercados extracomunitários registaram o maior crescimento relativo, com uma subida de 19,2% das compras de vestuário com origem em Portugal. Só nos EUA, o aumento foi de 35% nos primeiros três meses do ano, para 25,9 milhões de euros, em comparação com 19,2 milhões de euros entre janeiro e março de 2016. De referir ainda, no espaço extra-UE, o crescimento evidenciado nos envios para a Índia (+536,1%) e para a Coreia do Sul (+140,5%).

Na Europa, as exportações portuguesas somaram mais 5%, com aumentos transversais a praticamente todos os mercados que figuram no top 10 dos clientes do vestuário “made in Portugal”. Entre as maiores subidas destacam-se Itália (+22,5%), Países Baixos (+18%), Alemanha (+16,3%), Bélgica (+11,9%) e Suécia (+10,8%).

O mês de março permitiu ainda a recuperação das exportações de vestuário para Espanha, que entre janeiro e março de 2017 voltaram a terreno positivo (+1,9%).

«Os números do INE mostram que o comércio internacional do sector do vestuário está a crescer a bom ritmo, que os empresários estão dinâmicos e que há uma procura pela diversificação de mercados, nomeadamente fora da Europa, onde o crescimento das exportações ficou já próximo dos 20%, o que é muito significativo», resume César Araújo, presidente da direção da ANIVEC.

No que concerne as importações de matérias-primas e suas obras, o aumento foi de 3,07% entre janeiro e março de 2017, para 983,8 milhões de euros. A subida das importações foi especialmente sentida nas categorias de tecidos impregnados revestidos (+15,26%, para 34,1 milhões de euros), pastas, feltros e cordoaria (+13,51%, para 24,9 milhões de euros), algodão (+13,1%, para 146,5 milhões de euros) e tapetes e outros revestimentos para pavimentos (+8,9%, para 17,5 milhões de euros).