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Exportações da China mantêm-se robustas

O comércio internacional da ITV entre a U.E. e a China está sujeito a regras distintas conforme o tipo de artigos comercializado. Por um lado estão os artigos liberalizados em Janeiro de 2005 e sujeitos a quotas de importação até 2007 e por outro, estão artigos que foram liberalizados na mesma data e sobre os quais o comércio é realizado sem qualquer restrição. É ao segundo grupo de artigos que se referem os dados agora publicados. De acordo com as informações disponíveis as exportações da China têm se mostrado dinâmicas nos primeiros meses do ano apesar de mais moderadas que nos primeiros meses de 2005, uma vez que, as autoridades chinesas receiam a aplicação de taxas anti-dumping. Entre as categorias com maiores taxas de crescimento das exportações destacam-se, no sector têxtil, os tecidos de fibras sintéticas (categoria 3) com um crescimento homólogo de 193,4% nos primeiros dois meses de 2006. No vestuário são os fatos de senhora (categoria 29) e os casacos para homem e rapaz (categoria 17) que se mostraram mais dinâmicos com taxas de crescimento homólogo de 142,5% e 136,7%. Destaca-se ainda o crescimento das exportações de meias e das toalhas de felpo duas das categorias com maior peso nas exportações de vestuário e de têxteis-lar nacionais que atingiram taxas de crescimento homólogo de 84,9% e 69,7%, nos dois primeiros meses deste ano Variação Homóloga das Exportações da China para a U.E.: Jan.- Fev. 2006

Categoria Descrição Var. Volume Var. Valor
3 Tecidos de fibras sintéticas 79,9% 193,4%
8 Camisas de Tecido 41,6% 45,6%
9 Toalhas de felpo 43,8% 69,7%
12 Meias e peúgas 52,0% 84,9%
13 Slips e cuecas – H e M 4,2% 9,1%
14 Sobretudos e Impermeáveis 8,6% 4,2%
15 Casacos Compridos 41,7% 50,1%
17 Casacos – Homem 83,6% 136,7%
29 Fatos de Senhora 116,3% 142,5%
78 Outro Vestuário 32,2% 53,0%
83 Casacos compridos, jaquetões e outro vestuário -28,8% -25,8%
117 Tecidos de linho -4,1% -4,0%
Fonte: China’s Customs; tratamento estatístico: Observatório Têxtil do Cenestap A Comissão Europeia e os produtores comunitários mostram-se preocupados com o crescimento das entradas dos artigos liberalizados e não sujeitos a quotas, contudo, não vão adoptar nenhuma atitude no futuro próximo. De facto, a Comissão tem estado em conversações com Beijing, no entanto, ainda nada foi decidido. Segundo Bruxelas diversos Estados Membros têm manifestado a sua preocupação face ao crescimento das importações das categorias liberalizadas em 2005 e não sujeitasa medida de salvaguarda, em particular Estados com fortes indústrias domésticas e que receiam a concorrência dos artigos de baixos custos. Uma das opções disponíveis à Comissão é a aplicação de medidas anti-dumping, todavia os produtores europeus ainda não chegaram a acordo sobre o uso desta forma de protecção. De acordo com Francesco Marchi da Euratex “European Apparel and Textile Organisation” avançar para um processo de aplicação de medidas anti-dumping é complexo pelo que é necessário continuar a debater todas as implicações.