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Exportações da ITV abrandam

De janeiro a setembro de 2018, as exportações da ITV cresceram a um ritmo mais lento, com um aumento de 2% face a igual período do ano passado. Tecidos de malha, algodão e vestuário em tecido são os principais responsáveis pelo arrefecimento, com uma redução combinada das vendas de 36 milhões de euros.

Os números do INE – Instituto Nacional de Estatística revelam que as exportações de matérias têxteis e suas obras atingiram, de janeiro a setembro, 3.996,2 milhões de euros, um valor 2% mais elevado do que os 3.914,2 milhões de euros registado no mesmo período de 2017.

Um crescimento inferior aos 2,3% sentidos entre janeiro e agosto (ver Exportações da ITV arrefecem em agosto) e com visões mistas para as diferentes categorias de produto.

Os principais aumentos relativos foram verificados nas exportações de outras fibras têxteis vegetais (+60,7%, para 4,75 milhões de euros), tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados (+17,8%, para 228,5 milhões de euros) e fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (+12,6%, para 208,7 milhões de euros).

Tecidos de malha e algodão em queda

Pela negativa, destacam-se as exportações de tecidos de malha, algodão e vestuário em tecido. No caso dos tecidos de malha, a diminuição foi superior a 10%, com uma perda de 11,4 milhões de euros em vendas, que se ficaram pelos 101,4 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. Entre os 10 maiores mercados, as quebras mais acentuadas foram sentidas nos envios para o Canadá (-36,9%, para 2,7 milhões de euros), Tunísia (-27,9%, para 3,39 milhões de euros), Itália (-25%, para 4,87 milhões de euros), França (-19,3%, para 1,51 milhões de euros) e Espanha (-17%, para 30,7 milhões de euros). Pelo contrário, as vendas aumentaram para o Reino Unido (+59,8%, para 4,08 milhões de euros), Bélgica (+59,5%, para 3,89 milhões de euros) e Polónia (+86%, para 1,9 milhões de euros).

No que diz respeito às vendas na categoria algodão – que inclui linhas de costura de algodão, fios de algodão, tecidos com mais de 85% de algodão e tecidos com menos de 85% de algodão combinados principal ou unicamente com fibras sintéticas ou artificiais com peso superior a 200 g/m² –, a quebra nas vendas foi de 9,1 milhões de euros, equivalente a uma diminuição 6,7%, para 126 milhões de euros. Entre os 10 maiores mercados, a Bélgica foi o país que evidenciou uma maior descida relativa (-18,5%, para 3,2 milhões de euros), seguida de Marrocos (-16,9%, para 3,27 milhões de euros) e de Espanha (-15,7%, para 37,4 milhões de euros). As quebras foram parcialmente compensadas pelo aumento das vendas à Argélia (+30,6%, para 3,08 milhões de euros), Itália (+23,6%, para 9,28 milhões de euros) e Reino Unido (+7,1%, para 3,2 milhões de euros).

Vestuário perde €16 milhões

A categoria vestuário e seus acessórios, exceto de malha, sofreu igualmente uma redução das vendas entre janeiro e setembro do corrente ano: -2,2%, para 725,3 milhões de euros (menos 16,2 milhões de euros do que no mesmo período de 2017). A Suécia conheceu a maior queda, com uma diminuição de 23,2%, para 18,9 milhões de euros. Reino Unido (-10,3%, para 52,1 milhões de euros) e Espanha (-6,2%, para 325,6 milhões de euros) também tiveram números negativos no período, enquanto a Suíça (+102,3%, para 13,9 milhões de euros), Itália (+27,8%, para 24,8 milhões de euros), Países Baixos (+11%, para 23 milhões de euros) e Alemanha (+9,9%, para 46,5 milhões de euros) se destacaram pela positiva.

No conjunto das matérias têxteis e suas obras, e tendo em conta os 10 maiores mercados das empresas portuguesas, as exportações subiram mais acentuadamente para Itália (+34,8%, para 238 milhões de euros), Países Baixos (+14,1%, para 169,3 milhões de euros) e Dinamarca (+8,6%, para 62,8 milhões de euros) e caíram para o Reino Unido (-4,8%, para 299,8 milhões de euros), Espanha (-4,27%, para 1,28 mil milhões de euros) e Suécia (-2,98%, para 79,9 milhões de euros).