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Exportações da ITV acima dos valores de 2019

Com base na análise desenvolvida pelo CENIT aos dados preliminares disponíveis no INE, o valor das exportações portuguesas de têxteis e vestuário registou uma subida de 16,8% no conjunto dos primeiros oito meses de 2021, relativamente ao período homólogo de 2020, ficando cifrado nos 3.581,80 milhões de euros.

Este resultado surge na sequência de uma subida de 14,5% nas exportações destinadas ao mercado Intra-UE27 (totalizaram 2.613,26 milhões de euros), enquanto as exportações destinadas ao mercado Extra-UE27 registaram uma subida de 23,3% (totalizaram 968,55 milhões de euros). De salientar que as exportações ficaram 1,2% acima do verificado em igual período de 2019.

No que se refere à evolução homóloga mensal, verifica-se no conjunto das exportações de têxteis e vestuário um incremento de 9,6% no valor exportado no mês de agosto de 2021 em relação ao verificado em período homólogo de 2020. Quando comparamos o valor das exportações de agosto com igual período de 2019, verifica-se que este se encontra 9,8% acima do registado antes do impacto da pandemia.

Analisando em concreto as duas categorias de produtos de vestuário (com uma quota conjunta próxima de 58% das exportações), verificou-se uma subida de 29,3% nas exportações de vestuário de malha (capítulo 61), ficando cifradas nos 1.557,94 milhões de euros, enquanto as exportações de vestuário exceto malha (capítulo 62) registaram uma subida de 2,3%, ficando cifradas nos 511,13 milhões de euros. No caso do vestuário de malha, o mercado Intra-UE27 registou uma subida de 27,4%, enquanto o mercado Extra-UE27 aumentou 38,4% no conjunto dos primeiros oito meses de 2021, relativamente ao período homólogo do ano anterior. As exportações de vestuário exceto malha destinadas ao mercado Intra-UE27 aumentaram 2,4% em relação a igual período de 2020, enquanto as exportações destinadas ao mercado Extra-UE27 aumentaram 1,8%.

As exportações de outros têxteis confecionados (capítulo 63, que representa perto de 15% das exportações), que incluem a grande proporção dos têxteis-lar, registaram uma subida homóloga de 4,8% no conjunto dos primeiros oito meses de 2021 (ficando cifradas nos 532,00 milhões de euros), resultante de uma descida de 8,5% no mercado intracomunitário e uma subida de 30,5% no mercado extracomunitário. Isolando as quatro subcategorias de produtos associadas aos têxteis-lar (i.e., posições 6301 a 6304), verificou-se uma subida de 43,9% no valor das exportações.

Para além das três principais categorias de produtos, salienta-se pela positiva no conjunto dos primeiros oito meses do ano e entre as categorias com maior representatividade (quota na ordem de 3% do valor total das exportações), o desempenho: dos artigos de algodão (capítulo 52), com uma subida de 32,0%; dos tecidos impregnados e revestidos (capítulo 59), com uma subida de 22,2%; dos tecidos de malha (capítulo 60), com uma subida de 18,9%; e das fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (capítulo 55), com uma subida de 17,3%. Pela negativa o destaque vai para as pastas, feltros, falsos tecidos e cordoaria (capítulo 56), com uma descida de 2,6%.

Análise do CENIT com base nos dados do INE

Importações intracomunitárias sobem

Ao nível das importações, a representatividade nos primeiros oito meses do ano foi composta, por ordem decrescente, pelos seguintes produtos: vestuário de malha (22,6% do valor total das importações), vestuário exceto malha (22,3%), artigos de algodão (16,3%), filamentos sintéticos ou artificiais (8,5%) e fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (6,7%).

No conjunto do período de janeiro a agosto de 2021 observou-se uma subida homóloga de 5,8% no valor das importações portuguesas de produtos têxteis e vestuário (ficaram cifradas nos 2.542,97 milhões de euros), resultado conjunto da subida de 11,1% registada nas importações de origem intracomunitária (cifradas nos 1.664,36 milhões de euros) e da descida de 3,0% nas importações de origem extracomunitária (cifradas nos 878,61 milhões de euros).

Considerando em particular o mês de agosto, verificou-se uma subida de 9,4% no valor das importações, em termos da comparação com igual período de 2020. Na comparação com igual período antes da atual pandemia, verifica-se que as importações ficaram 0,4% acima do registado em agosto de 2019.