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Exportações da ITV arrefecem em agosto

O mês de agosto trouxe uma ligeira quebra das exportações portuguesas da indústria têxtil e vestuário, mas os valores acumulados nos primeiros oito meses do ano mantêm-se no “verde”, com um aumento de 2,3%, para 3,61 mil milhões de euros. Tecidos impregnados, têxteis-lar e vestuário em malha destacam-se pela positiva.

Durante o mês de agosto, as exportações nacionais de matérias têxteis e suas obras registaram uma diminuição de 0,35%, para 371 milhões de euros, equivalente a uma perda de um milhão de euros face ao mesmo mês de 2017.

Contudo, os números anuais são mais positivos, com as exportações acumuladas nos primeiros oito meses do ano a subirem 2,3% face ao período homólogo do ano passado.

Entre as principais categorias, as que registaram maior crescimento entre janeiro a agosto foram os tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados (+15,7%, para 202,8 milhões de euros), outros artefactos têxteis confecionados, onde se incluem a maior parte dos têxteis-lar (+3,6%, para 430,1 milhões de euros) e vestuário e seus acessórios, de malha (+2,2%, para 1,52 mil milhões de euros).

Já os tecidos de malha (-10,9%, para 92,7 milhões de euros) e o vestuário e seus acessórios, exceto de malha (-2,4%, para cerca de 651 milhões de euros) evidenciaram-se pela negativa.

Itália destaca-se

Em termos de mercados, e de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, apesar de manter irredutivelmente o primeiro lugar nas exportações nacionais da ITV, Espanha continua no “vermelho”, com uma descida de 4,3% das exportações, para 1,15 mil milhões de euros, o que representa uma queda de quase 50 milhões de euros face a igual período de 2017.

No mesmo sentido, também o Reino Unido diminuiu as suas compras a Portugal (-4,4%, para 272,6 milhões de euros), representando uma perda de receitas de cerca de 12 milhões de euros.

Há, contudo, notícias positivas, nomeadamente com o mercado italiano, que se está a transformar no principal mercado de várias empresas portuguesas. Entre janeiro e agosto, as exportações de têxteis e vestuário para Itália aumentaram 26,4%, para 214,4 milhões de euros – um aumento equivalente a 56,6 milhões de euros, que permite colmatar as perdas em Espanha.

Os números positivos repetem-se igualmente, entre os 10 principais destinos das exportações portuguesas, nos Países Baixos (+12,7%), na Dinamarca (+7,3%), na Bélgica (+6,2%) e nos EUA (+3,5%).

Importações sobem mais que exportações

Nos primeiros oito meses do ano, as importações de matérias têxteis e suas obras aumentaram 3,4%, para 2,79 mil milhões de euros – um crescimento mais acelerado do que o das exportações, embora a balança comercial se mantenha com um saldo positivo superior a 825 milhões de euros.

Espanha foi o principal parceiro comercial de Portugal nas importações, representando mais de um terço (978 milhões de euros) de todas as matérias têxteis adquiridas ao exterior, seguida de Itália (317,7 milhões de euros), Alemanha (212,9 milhões de euros), China (189,5 milhões de euros) e França (189,1 milhões de euros).