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Exportações da ITV continuam em alta

As exportações portuguesas de têxteis e vestuário mantiveram em janeiro a tendência de crescimento registada em 2016. No total, as exportações do sector aumentaram 6,3%, para 446,3 milhões de euros, com o vestuário a representar mais de metade desse valor.

Os números de Instituto Nacional de Estatística revelam a continuação da tendência positiva sentida no ano passado (ver Vestuário cresce 44% desde 2009), com os envios em janeiro a evidenciarem um crescimento para 446,3 milhões de euros, em comparação com os 419,8 milhões de euros enviados em janeiro de 2016.

Entre as categorias com mais peso nas exportações portuguesas de matérias têxteis destaca-se o crescimento das fibras sintéticas ou artificiais (+9,5%, para 21,1 milhões de euros), das pastas, feltros e falsos tecidos, onde se incluem artigos de cordoaria (+7,6%, para 19,3 milhões de euros) e o vestuário, em particular o vestuário e seus acessórios, exceto malha (+7,8%, para 90 milhões de euros).

No total, de acordo com o comunicado da ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção, o vestuário aumentou as exportações em 6,4%, para 281,7 milhões de euros.

O crescimento nesta categoria de produtos foi sentido tanto nos mercados europeus (+5,5%) como extraeuropeus, onde o aumento atingiu 18%. Entre os principais destinos do vestuário “made in Portugal” fora da Europa destacaram-se, em janeiro, os EUA (+40,4%) e a Tunísia (+79,3%). Já na Europa, refere a ANIVEC, as maiores subidas observaram-se na Suécia (+33,2%), Itália (+25,1%), Países Baixos (+14,3%) e Alemanha (+7,6%).

«Os números do INE para o primeiro mês do ano são a confirmação de uma tónica positiva que o sector do vestuário tem vivido, na sequência de um crescimento extraordinário das exportações em 2016, e que esperamos que se mantenha ao longo de 2017», afirma César Araújo, presidente da direção da ANIVEC.

A tendência foi ainda positiva em categorias como o algodão (+7,5%, para 12,4 milhões de euros), tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados (+6,2%, para 19,1 milhões de euros), tecidos de malha (+6,1%, para 12,4 milhões de euros) e outros artefactos têxteis confecionados, uma categoria que inclui a maioria dos têxteis-lar (+4,5%, para 50,8 milhões de euros).

As importações conheceram igualmente um crescimento em janeiro de 2017 face ao mesmo período do ano passado, aumentando para 316,1 milhões de euros (+4,4%).