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Exportações da ITV em alta

Num cenário que tem sido recorrente nos últimos anos, as exportações nacionais de têxteis e vestuário continuam em ascensão. Nos primeiros 11 meses de 2016, a indústria exportou 4,66 mil milhões de euros, com os envios de vestuário a registarem um aumento de 7,7%, para 2,85 mil milhões de euros.

Os dados preliminares avançados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística dão conta de um aumento de 4,87% nas exportações totais da indústria têxtil e vestuário entre janeiro e novembro do ano passado, com um forte impulso proveniente do vestuário.

De acordo com o comunicado da ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção, as empresas portuguesas de vestuário exportaram 2,85 mil milhões de euros entre janeiro e novembro de 2016, mais 202 milhões de euros em comparação com o mesmo período de 2015 e apenas 40 milhões abaixo do valor registado no total do ano de 2015.

Entre os principais mercados, a ANIVEC destaca o crescimento na Suécia (+24,7%, para 71,8 milhões de euros), Países Baixos (+17%, para 107,1 milhões de euros), Itália (+16,6%, para 101,9 milhões de euros) e Espanha (+13,1%, para 1,28 mil milhões de euros), assim como nos EUA (+7,4%, para 76,4 milhões de euros).

De sublinhar ainda a recuperação das exportações para França, o segundo maior mercado do vestuário português, que tinham vindo a registar uma queda homóloga nos últimos meses. Em novembro, os envios de vestuário para França ficaram ao mesmo nível do registado em 2015, em 365,3 milhões de euros.

«Esta recuperação é muito positiva para a indústria de vestuário nacional, dando sinais de estabilização do mercado francês depois de um ano marcado por um abrandamento no país, vítima de diversos ataques terroristas que afetaram o consumo», afirma César Araújo, presidente da direção da ANIVEC. «É mais uma boa notícia a somar ao crescimento em mercados importantes para as empresas do sector, como é o caso de Espanha, Itália e EUA», acrescenta.

Para além do vestuário, entre as categorias em crescimento mais importantes destaca-se as exportações de tecidos impregnados revestidos (+11.19%, para 211,8 milhões de euros), de tecidos especiais e tufados, rendas, tapeçarias e bordados (+11,69%, para 100,4 milhões de euros) e tecidos de malha (+6,48%, para 123,6 milhões de euros.

As importações do sector também registaram crescimento (+2,72%), tendo atingido 3,57 mil milhões de euros nos primeiros 11 meses de 2016. Vestuário e seus acessórios, exceto de malha (896,5 milhões de euros), vestuário e seus acessórios, de malha (894 milhões de euros), algodão (486,3 milhões de euros) e filamentos sintéticos e artificiais (309 milhões de euros) foram as categorias de produto com maiores importações no período.

A balança comercial do sector mantém-se favorável a Portugal, com um saldo positivo superior a mil milhões de euros.