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Exportações da ITV em queda em março

Os primeiros grandes danos provocados pelo Covid-19 nas exportações fizeram-se sentir em março, com os números do INE a revelarem uma queda de 18,7% nos envios de têxteis e vestuário portugueses. Entre os 10 principais mercados, as quedas mais acentuadas foram registadas em Espanha, Reino Unido, França e Itália.

A queda de 18,7% face ao mês de março de 2019 significa uma perda de quase 90 milhões de euros, para um valor agora reduzido a 386,6 milhões de euros.

A categoria mais afetada foi a do vestuário, cujas exportações desceram 23,5%, para 215,2 milhões de euros. As exportações de vestuário e seus acessórios, exceto de malha, baixaram 31%, para 61,3 milhões de euros, e as de vestuário e seus acessórios, de malha, caíram 20%, para 153,9 milhões de euros.

Entre as categorias mais representativas, a descida foi de 23,1% nos outros artefactos têxteis confecionados, que incluem grande parte dos têxteis-lar, de 15,7% nos tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados, e de 14,7% nas fibras sintéticas ou artificiais descontínuas.

A única boa notícia é para a categoria de pastas (ouates), feltros e falsos tecidos, que incluem igualmente a cordoaria, cujas exportações aumentaram 25% em março, para 35,2 milhões de euros.

Por países, e entre os 10 maiores mercados das exportações portuguesas de têxteis e vestuário, Espanha registou uma quebra de 28,7%, equivalente a uma perda de 43,1 milhões de euros, para 106,9 milhões de euros, o Reino Unido caiu quase 26%, ou menos 9,4 milhões de euros, para cerca de 17 milhões de euros, França baixou 22,1%, para 52,9 milhões de euros (menos 15 milhões de euros do que em março de 2019), e as exportações para Itália baixaram 20,8%, uma diminuição de 6 milhões de euros, para 23,1 milhões de euros.

Já os EUA evidenciaram uma subida nas exportações de 12%, representando mais cerca de 3 milhões de euros, para 27,8 milhões de euros, a Suécia somou mais 11%, para 7 milhões de euros, e a Dinamarca aumentou as compras em 15,3%, para 6,1 milhões de euros.

Janeiro e fevereiro amparam queda

Os números para o primeiro trimestre revelam uma baixa mais moderada de 6,3%, para 1,28 mil milhões de euros, graças às exportações acumuladas em janeiro e fevereiro, que, embora inicialmente mostrassem uma queda face a igual período de 2019, uma revisão por parte do INE – Instituto Nacional de Estatística dá agora conta de uma estagnação, próxima dos 890 milhões de euros.

De janeiro a março de 2020, as exportações de vestuário e seus acessórios, de malha desceram 7,1%, para 516,9 milhões de euros, as de exportações de vestuário, exceto de malha caíram 10,1%, para cerca de 235 milhões de euros, e as de outros artefactos têxteis confecionados baixaram 4,1%, para 148,4 milhões de euros.

Os dados trimestrais revelam ainda números positivos para as exportações de pastas (ouates), feltros e falsos tecidos, com um aumento de 8,4%, para 81 milhões de euros, de outras fibras têxteis vegetais (+10,7%, para 2,8 milhões de euros) e de algodão (+5,8%, para 42,5 milhões de euros).

A nível geográfico, embora menos acentuadas, mantêm-se as quebras em Espanha (-11,1%), Reino Unido (-8,9%), Itália (-7,2%) e França (-5,6%), e as subidas nos EUA (+5,4%), Suécia (+2,9%) e Dinamarca (+8,7%). Destaque ainda para a Bélgica, para onde as exportações nos primeiros três meses do ano cresceram 9,6%, para 27,9 milhões de euros.