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Exportações da ITV invertem tendência

Os números do INE mostram uma quebra das exportações portuguesas de têxteis e vestuário em outubro face ao mesmo mês de 2021. No entanto, os valores acumulados nos primeiros 10 meses do ano passado revelam um crescimento de 15,7%.

Com base na análise do CENIT aos dados do INE, as exportações portuguesas de têxteis e vestuário aumentaram 15,7% entre janeiro e outubro, relativamente a igual período de 2021, para 5.173,65 milhões de euros.

Este resultado surge na sequência de uma subida de 16,1% nas exportações Intra-UE27 (para 3.799,86 milhões de euros), enquanto as Extra-UE27 cresceram 14,7% (1.373,79 milhões de euros). No que se refere à evolução homóloga mensal, verifica-se uma quebra de 0,2% no valor exportado em outubro, em relação ao verificado em período homólogo de 2021.

Analisando em concreto as duas categorias de produtos de vestuário (quota de quase 58% das exportações), verificou-se uma subida de 11,8% nas exportações de vestuário de malha (capítulo 61), para 2.150,97 milhões de euros, enquanto as de vestuário exceto malha (capítulo 62) aumentaram 26,8%, para 831,46 milhões de euros. No caso do vestuário de malha, o mercado Intra-UE27 cresceu 12,9%, enquanto o Extra-UE27 aumentou 6,8% até outubro, face ao ano anterior. As exportações de vestuário exceto malha Intra-UE27 aumentaram 24,5% em relação a 2021, enquanto as Extra-UE27 aumentaram 35,8%.

Têxteis-lar, malhas e artigos de algodão acompanham vestuário

As exportações de outros têxteis confecionados (capítulo 63, perto de 14% das exportações), que incluem grande parte dos têxteis-lar, cresceram 7,7% (para 721,39 milhões de euros), resultante de uma subida de 6,9% no mercado intracomunitário e de 8,8% no extracomunitário. Isolando as quatro subcategorias associadas aos têxteis-lar (i.e., posições 6301 a 6304), a subida foi de 7,5%.

Para além das três principais categorias, salienta-se pela positiva, e entre as categorias com maior representatividade (quota na ordem de 3% das exportações), o desempenho dos tecidos de malha (capítulo 60), com uma subida de 33,0%, das fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (capítulo 55), com uma subida de 25,2%, das pastas, feltros, falsos tecidos e cordoaria (capítulo 56), com uma subida de 21,4%, dos tecidos impregnados e revestidos (capítulo 59), com uma subida de 18,3%, e dos artigos de algodão (capítulo 52), com uma subida de 14,0%.

Análise do CENIT com base nos dados do INE

Ao nível das importações, a representatividade foi composta, por ordem decrescente, pelo vestuário de malha (24,8% das importações), vestuário exceto malha (24,3%), artigos de algodão (14,6%), filamentos sintéticos ou artificiais (8,1%) e fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (6,3%).

Nos 10 primeiros meses do ano observou-se uma subida homóloga de 31,8% nas importações portuguesas de têxteis e vestuário (para 4.509,89 milhões de euros), resultado da subida de 29,0% nas importações intracomunitárias (para 2.919,56 milhões de euros) e de 37,4% nas extracomunitárias (para 1.590,32 milhões de euros).

Considerando em particular outubro, verificou-se uma subida de 14,4% nas importações, em termos da comparação com o mesmo mês de 2021.