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Exportações da ITV tropeçam em março

Os envios da indústria têxtil e vestuário caíram 4,3% em março face ao mesmo mês do ano passado, com o crescimento das exportações para fora da UE a não compensarem a queda no mercado único. No acumulado dos primeiros três meses do ano, a descida foi menos acentuada, ficando abaixo de 1%.

Em março, as exportações cifraram-se em 471,2 milhões de euros, uma quebra de cerca de 20 milhões de euros face aos 492,3 milhões de euros registados em igual período do ano passado. A UE foi a única responsável pela descida, já que as exportações para os 28 mercados internos baixaram 6,6% (equivalente a 27,1 milhões de euros), com o aumento de 7,6% (ou 6 milhões de euros) nos envios para fora da UE a não ser suficiente para compensar.

Nos resultados trimestrais, a diminuição das vendas externas é menos significativa, representando apenas -0,89% do que em igual período do ano passado. De janeiro a março, as exportações nacionais de têxteis e vestuário atingiram 1,35 mil milhões de euros, menos 12,1 milhões de euros do que nos primeiros três meses de 2018.

Por produto, salienta-se, pela negativa, e entre as principais categorias, o vestuário e seus acessórios de malha, com uma queda absoluta de 10,4 milhões de euros (-1,8%, para 551,2 milhões de euros), o vestuário e seus acessórios, exceto de malha, com menos 6 milhões de euros (-2,3%, para 257,2 milhões de euros), e a categoria algodão, que inclui fios e tecidos em algodão, com uma quebra de quase 5 milhões de euros (-11%, para 39,9 milhões de euros).

Pela positiva, o destaque vai essencialmente para a categoria de pastas, feltros e falsos tecidos, com um aumento de 7,2 milhões de euros (+10,7%, para 74,5 milhões de euros), e para os tecidos em malha, com uma subida de 3 milhões de euros (+8,2%, para 39,4 milhões de euros).

EUA e Itália crescem

Em termos de mercados, entre os 10 principais destinos apenas as exportações para os EUA (+14,8%), Itália (+5,4%) e Países Baixos (+0,5%) registaram uma evolução positiva no primeiro trimestre.

O mercado americano somou mais 10,8 milhões de euros de compras de têxteis e vestuário a Portugal, para um valor de 83,6 milhões de euros, aproximando-se do quinto lugar entre os principais clientes do “made in Portugal”, atualmente ocupado por Itália. Os tecidos em malha foram a categoria com maior crescimento relativo entre janeiro e março (+71%), tendo passado para 6,2 milhões de euros, em comparação com 3,6 milhões de euros no período homólogo de 2018.

O maior crescimento absoluto foi, contudo, registado na categoria de outros artefactos têxteis confecionados, onde se inclui a maioria dos têxteis-lar, com um aumento de 4,3 milhões de euros, para 24,1 milhões de euros, equivalente a uma subida de 22%.

Itália, por seu lado, comprou mais 4,3 milhões de euros à indústria portuguesa, atingindo 83,8 milhões de euros. O maior crescimento relativo foi sentido nos tecidos de malha (+67,9%, para 2,5 milhões de euros), enquanto o vestuário e seus acessórios de malha foi a categoria responsável pelo maior aumento absoluto, no valor de 5,7 milhões de euros, que foi contrabalançado pela quebra nas compras de outros artefactos têxteis confecionados, que perderam 1,5 milhões de euros.

Espanha e Alemanha caem

Os mercados espanhol e alemão foram os que sentiram maiores quebras absolutas, no valor de 11 milhões de euros e 8,2 milhões de euros, respetivamente.

A descida relativa em Espanha foi de 2,7%, para 401,6 milhões de euros, em comparação com os 412,6 milhões de euros registados nos primeiros três meses de 2018.

As compras diminuíram particularmente nas categorias de outros artefactos têxteis confecionados, que engloba a maior parte dos têxteis-lar, com uma queda de 5,4 milhões de euros, e de vestuário e seus acessórios, exceto de malha, com menos 4,7 milhões de euros. Pela positiva destaca-se um aumento de 1,9 milhões de euros nas vendas de vestuário e seus acessórios de malha, a maior categoria de exportação para Espanha, que equivale a uma subida de 0,9%, para 200,8 milhões de euros.

A Alemanha, o terceiro maior mercado dos têxteis e vestuário “made in Portugal”, registou uma diminuição das exportações de 6,5%, para 118,8 milhões de euros. A grande responsável por esta quebra foi a categoria de vestuário e acessórios em malha, com uma descida de 10,7%, equivalente a menos 6,5 milhões de euros, para 54,1 milhões de euros, juntamente com a categoria que abarca fios e tecidos de algodão, que baixou 26,7%, equivalente a 1,5 milhões de euros, para 4 milhões de euros.