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Exportações de confecção masculina italiana em balanço

As exportações italianas de confecção masculina, que incluem malhas, camisas, gravatas e peúgas, desceram nos principais mercados internacionais, sendo Espanha a excepção à regra, pode ler-se no jornal espanhol Noticiero Textil. É esta a conclusão do relatório apresentado pelo Laboratório Hermes, que confirma a importância dada à indústria de confecção masculina, definindo-a como a «coluna vertebral» do sistema de moda italiano. Os números confirmam esta supremacia do sector do vestuário masculino: a facturação é superior aos 8 milhões de euros, cerca de 160 mil contos, o volume de exportações supera os 4.5 milhões de euros, cerca de 9.000 mil contos, o que corresponde a mais de 60% do total da produção. No sector de moda italiana masculina operam aproximadamente 3.000 empresas, com um total de cerca de 130.000 empregados. Mas vamos aos valores do mercado interno: em 2000, as vendas no sector masculino aumentaram 3.2%, o que constitui um ligeiro progresso tendo por comparação o crescimento de 2.9% no ano anterior. Os gastos dos homens mostram-se muito mais estáveis que os das mulheres, que depois da diminuição de 1.4% em 1999, aumentaram para 5%. O relatório do Hermes põe ainda em foco o ano brilhante vivido pelo sector das malhas masculinas, que representa 30% da produção. Ainda assim, e de acordo com os dados avançados pelo Sistema de Moda Itália, esta melhoria no consumo no mercado nacional, favoreceu mais os produtos estrangeiros que os italianos. Mas o que é certo é que a moda masculina italiana registou uma forte adesão nos mercados internacionais, dado que nos primeiros sete meses de 2000 as exportações aumentaram 11.8%. Actualmente, as exportações de vestuário masculino representam 61% do conjunto da produção de confecção italiana. Os mercados que mais contribuem para aumentar a Balança de Exportações Italiana são por ordem decrescente: os EUA, que se converteram no cliente mais importante superando a Alemanha, uma vez que é o destino de 17.2% do total das exportações, a Alemanha, a França, o Reino Unido, Suíça, Japão, que sobe de posição em relação a anos anteriores, e a Espanha.