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Exportações de vento em popa

As exportações portuguesas de têxteis e vestuário subiram em ritmo acelerado em novembro.

Os números mais recentes, divulgados pelas associações do sector – Anivec e ATP – mostram que, nos primeiros 11 meses do ano, as exportações cresceram 4,6% em termos gerais e 3,5% só no vestuário.

As exportações portuguesas de vestuário aceleraram nos primeiros 11 meses de 2015, com um aumento de 3,5%, para 2,66 mil milhões de euros, impulsionado pelo mercado americano, espanhol e holandês, revela em comunicado a Anivec – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção.

As vendas de vestuário para os EUA registaram uma subida de 38,3%, para 71,1 milhões de euros, mantendo assim a quota do mercado – o principal fora da União Europeia – em 2,7%. Espanha continua a destacar-se como maior comprador de vestuário “made in Portugal”, com as exportações para o país de “nuestros hermanos” a aumentarem 11,9% até novembro, para 1,14 mil milhões de euros.

Entre os principais mercados, a Anivec realça ainda o aumento nos envios para os Países Baixos (+3,9%, para 92,8 milhões de euros) e para a Áustria (+1,3%, para 45,8 milhões de euros).

«O crescimento de 3,5% das exportações de vestuário até novembro representa uma aceleração nos últimos meses, o que comprova a vitalidade e a importância do sector na economia nacional e nas trocas comerciais com o exterior», sublinha em comunicado o presidente da direção da Anivec, César Araújo.

Os bons resultados estendem-se a toda a fileira, com a ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal a dar conta de um aumento de 10% em termos mensais em novembro e de um crescimento de 4,6% no período entre janeiro e novembro de 2015.

«Neste momento, as exportações deste sector registam já o valor de 4.467 milhões de euros e é já certo ser possível concluir o ano de 2015 com um valor superior a 4.800 milhões de euros e uma taxa de crescimento próxima de 4,5%», refere, em comunicado, Paulo Vaz, diretor-geral da ATP.

Espanha também se destaca em termos gerais, com um acréscimo de 148 milhões de euros nos primeiros 11 meses do ano, assim como os EUA (acréscimo de 56 milhões de euros, com uma evolução de 28%). A ATP realça ainda o crescimento da Noruega (aumento de 15 milhões de euros e uma taxa de crescimento de 62%) e a Alemanha (com um acréscimo de 8 milhões de euros).

Por segmento, os têxteis (com exceção dos têxteis-lar) registaram um aumento de 5,9%, para 1,16 mil milhões de euros e as exportações de têxteis-lar e outros artigos confecionados cresceram 7,1%, para 648 milhões de euros. «Considerando os dados disponíveis até ao momento, a ATP estima que, em 2015, as exportações de têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados atinjam o valor de 700 milhões de euros, com um crescimento superior a 7% e uma quota no total das exportações da ITV de 15%», indica Paulo Vaz.

Os têxteis-lar portugueses, indica a ATP, estarão em destaque na Alemanha durante esta semana, com uma presença forte na feira Heimtextil, onde receberão a vista do novo Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral (ver Ministro estreia-se na Heimtextil).