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Exportações desaceleram, mas mantêm crescimento

Com base na análise desenvolvida pelo CENIT aos dados preliminares disponíveis no INE, o valor das exportações portuguesas de têxteis e vestuário registou uma subida de 18,0% no conjunto dos quatro primeiros meses de 2022, relativamente ao período homólogo de 2021, ficando cifrado em 2.081,64 milhões de euros.

Este resultado surge na sequência de uma subida de 19,0% nas exportações destinadas ao mercado Intra-UE27 (totalizaram 1.553,08 milhões de euros), enquanto as exportações destinadas ao mercado Extra-UE27 registaram uma subida de 15,3% (para 528,56 milhões de euros).

No que se refere à evolução homóloga mensal, verifica-se no conjunto das exportações de têxteis e vestuário um incremento de 14,3% no valor exportado no mês de abril em relação ao verificado no período homólogo de 2021.

Analisando em concreto as duas categorias de produtos de vestuário (com uma quota conjunta próxima de 57% das exportações), verificou-se uma subida de 13,2% nas exportações de vestuário de malha (capítulo 61), para um valor de 856,93 milhões de euros, enquanto as exportações de vestuário exceto malha (capítulo 62) registaram uma subida de 31,9%, ficando cifradas em 321,25 milhões de euros. No caso do vestuário de malha, o mercado Intra-UE27 registou uma subida de 14,1%, enquanto o mercado Extra-UE27 aumentou 9,5% no primeiro quadrimestre de 2022, relativamente ao ano anterior. As exportações de vestuário exceto malha destinadas ao mercado Intra-UE27 aumentaram 32,4% em relação a 2021, enquanto as exportações destinadas ao mercado Extra-UE27 aumentaram 30,1%.

As exportações de outros têxteis confecionados (capítulo 63, que representa 13% das exportações), que incluem a grande proporção dos têxteis-lar, registaram uma subida homóloga de 8,0% no conjunto dos quatro primeiros meses de 2022 (para 277,41 milhões de euros), resultante de uma subida de 10,3% no mercado intracomunitário e uma subida de 4,1% no mercado extracomunitário. Isolando as quatro subcategorias de produtos associadas aos têxteis-lar (i.e., posições 6301 a 6304), verificou-se uma subida de 10,7% no valor das exportações.

Análise do CENIT com base nos dados do INE

Para além das três principais categorias de produtos, salienta-se pela positiva no conjunto do quadrimestre e entre as categorias com maior representatividade (quota na ordem de 3% do valor total das exportações), o desempenho: das pastas, feltros, falsos tecidos e cordoaria (capítulo 56), com uma subida de 31,5%; dos tecidos de malha (capítulo 60), com uma subida de 29,9%; das fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (capítulo 55), com uma subida de 24,5%; dos artigos de algodão (capítulo 52), com uma subida de 24,0%; e dos tecidos impregnados e revestidos (capítulo 59), com uma subida de 9,7%.

Ao nível das importações, a representatividade nos primeiros quatro meses de 2022 foi composta, por ordem decrescente, pelos seguintes produtos: vestuário exceto malha (23,1% do valor total das importações), vestuário de malha (22,1%), artigos de algodão (17,7%), filamentos sintéticos ou artificiais (9,0%) e fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (6,8%). No conjunto dos quatro primeiros meses do ano observou-se uma subida homóloga de 42,6% no valor das importações portuguesas de produtos têxteis e vestuário (para 1.674,09 milhões de euros), resultado conjunto da subida de 40,9% registada nas importações de origem intracomunitária (no valor de 1.049,73 milhões de euros) e da subida de 45,5% nas importações de origem extracomunitária (cifradas em 624,36 milhões de euros).

Considerando, em particular, o mês de abril, verificou-se uma subida de 14,9% no valor das importações, em termos da comparação com igual período de 2021.