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Exportações em crescimento

Segundo os dados analisados e divulgados pela ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, as exportações portuguesas do setor continuam em alta em 2012, com os primeiros dois meses a darem conta de um crescimento de 1,1% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os números mostram que a Indústria Têxtil e de Vestuário (ITV) nacional exportou durante esse período mais de 682 milhões de euros, em comparação com os cerca de 675 milhões de euros registados em 2011. Nas matérias-primas, destaque para o crescimento da categoria de tecidos impregnados, recobertos ou estratificados e artigos para usos técnicos de matérias têxteis, com um aumento de 27% em comparação com o ano passado, assim como para o crescimento dos filamentos sintéticos ou artificiais (mais 23%), e para os tecidos especiais e tufados (mais 11%). Do lado dos produtos acabados, os tapetes e outros revestimentos registaram o crescimento mais forte (mais 14%), seguido do vestuário e acessórios em tecido (mais 13%). No entanto, a associação patronal sublinha em comunicado que, embora positivos, os dados destes primeiros dois meses trazem consigo sinais de preocupação. «Em termos do comportamento das exportações, e apesar de se ter verificado um crescimento de 1,1% face ao período homólogo de 2011, tem-se vindo a registar uma desaceleração neste indicador, em muito devido ao contexto de crise vivido nalguns dos mercados europeus, principais destinos das exportações deste sector, mas também em consequência do difícil acesso ao crédito bancário por parte das empresas, situação que tem condicionado a realização de muitos negócios», explica Paulo Vaz, diretor-geral da ATP. Com efeito, entre janeiro e fevereiro, as exportações caíram 1,6%, para 338,33 milhões de euros, em comparação com os 343,85 milhões de euros exportados em janeiro. Entre as categorias em quebra destacam-se os tecidos impregnados (menos 17,5%) e o vestuário e acessórios em malha (menos 5,5%). Do lado oposto, os artigos em seda (mais 89,4%) e os artigos de algodão (mais 16,6%) registaram os maiores crescimentos em termos mensais. Do lado das importações, o panorama é de diminuição, com uma redução de 5,6% das importações de têxteis e vestuário nos dois primeiros meses de 2012, para 506,59 milhões de euros, em comparação com o mesmo período do ano transato. Com exceção dos artigos em seda, que registaram um aumento de 43,3%, outras fibras vegetais (mais 11,3%) e filamentos sintéticos ou artificiais (mais 10,6%), todas as outras categorias estão em queda. Também em termos mensais (entre janeiro e fevereiro de 2012), a variação é negativa (menos 1,4%), com apenas as categorias de vestuário e acessórios exceto de malha (mais 15,7%), tapetes e outros revestimentos (mãos 1,7%) e vestuário e acessórios de malha (mais 0,5%) a registarem uma evolução positiva. Em termos de balança comercial, Portugal continua a ser altamente excedentário na ITV, com um saldo positivo de 176 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 27% em comparação com o período homólogo de 2011.