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Exportações francesas de têxteis em baixa

Nos primeiros seis meses de 2003, as exportações francesas de têxteis e vestuário registaram uma quebra.

No que toca aos têxteis fabricados em França, essa descida foi de 5% em valor, e de 3% em volume, em relação ao período homólogo em 2002.

 

Quanto às exportações de artigos de vestuário, decresceram 3% em valor, tendo-se mantido estáveis no respectivo volume.

 

Esta quebra nas exportações francesas foi particularmente sentida nas vendas para os Estados Unidos, que é o sétimo maior cliente do vestuáriomade in França, com menos 20% em valor, e também para o Japão (6º principal destino das exportações gaulesas), com menos 10% em valor.

 

Segundo François-Marie Grau, director de assuntos económicos da UFIH (União Francesa das Indústrias de Vestuário), esta situação ficou a dever-se “ao valor excepcionalmente elevado da cotação do euro, que penaliza naturalmente as nossas vendas para os Estados Unidos, encarecendo os nossos produtos”.

 

Além disso, este factor “penaliza igualmente as importações em valor oriundas da China, uma vez que a moeda chinesa tem paridade com o dólar norte-americano”, acrescenta o mesmo responsável.

 

Em termos das exportações francesas para a União Europeia, entre Janeiro e Junho do ano passado, elas recuaram 13% em valor, apesar das vendas de vestuário para países como a a Espanha, (mais 28% em valor), Itália (mais 17% em valor) e Reino Unido (mais 10% em valor), não terem sido afectadas por esta conjuntura.

 

Quanto aos têxteis manufacturados neste país, que incluem os fios, tecidos, fibras e malhas, as exportações registaram uma descida de 5% em valor, tendo as importações totais diminuído 2%, na primeira metade de 2003.

 

No que se refere às importações globais de vestuário, estas cresceram 4% em volume, apesar de uma descida de 1% no respectivo valor, destacando-se a China como o maior fornecedor francês neste segmento.