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Exportações mantêm crescimento em fevereiro

As exportações portuguesas da indústria têxtil e vestuário aumentaram 1,1% nos primeiros dois meses de 2019 face a igual período do ano passado, com os envios de tecidos de malha a voltarem ao verde. Entre os 10 principais mercados, os EUA registaram o maior crescimento absoluto, seguidos de Espanha.

No total, em janeiro e fevereiro as empresas da ITV exportaram 879,78 milhões de euros, em comparação com 870,16 milhões de euros nos dois primeiros meses de 2018.

O crescimento dos EUA (+15,1%, equivalente a 8,88 milhões de euros), de Espanha (+1%, equivalente a 2,4 milhões de euros) e de Itália (+3,3%, o que representa mais 1,78 milhões de euros) foi, contudo, parcialmente ofuscado pelas quedas na Alemanha (-5,77%, equivalente a 4,7 milhões de euros), em França (-2,6% ou 3,1 milhões de euros) e na Bélgica (-16% ou 2,57 milhões de euros).

Tecidos de malha retomam

No que diz respeito aos produtos exportados, e entre as categorias mais relevantes, o maior crescimento relativo foi sentido nas pastas (ouates), feltros e falsos tecidos, fios especiais, cordéis, cordas e cabos, artigos de cordoaria (+15,3%, para 46,3 milhões de euros).

As exportações de tecidos de malha também regressaram ao crescimento, com um aumento de 9,5%, para 23,45 milhões de euros. Espanha, EUA e França foram os principais mercados para os malheiros portugueses nos primeiros dois meses do ano.

A categoria que engloba tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados e os artigos para usos técnicos de matérias têxteis também registou um aumento (+6%, para 51,6 milhões de euros), assim como as exportações de fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (+4,4%, para 44,8 milhões de euros) e as de tecidos especiais; tecidos tufados, rendas, tapeçarias, passamanarias e bordados (+4%, para 18,8 milhões de euros).

No que diz respeito ao vestuário, os envios de vestuário e seus acessórios, em malha, subiram 1,28%, para 362,3 milhões de euros, enquanto os de vestuário e seus acessórios, exceto malha, caíram 1,46%, para 169,2 milhões de euros.

As exportações de outros artefactos têxteis confecionados, que englobam a maioria dos têxteis-lar, aumentaram residualmente (+0,97%), passando de 100,3 milhões de euros em janeiro e fevereiro de 2018 para 101,29 milhões de euros no mesmo período do corrente ano.

Importações sobem

Nos dois primeiros meses de 2019 também as importações cresceram, registando um aumento de 13,1% face ao período homólogo do ano passado, para 751,52 milhões de euros.

Espanha continua a ser o principal parceiro comercial de Portugal, com as importações provenientes de “nuestros hermanos” a atingirem 258,3 milhões de euros. Itália (79,1 milhões de euros), China (67,3 milhões de euros), Alemanha (51,5 milhões de euros) e França (46,7 milhões de euros) completam o top 5 das principais fontes de têxteis e vestuário importados por Portugal.

Em relação aos produtos, o vestuário em tecido foi o mais importado, com 205,6 milhões de euros, tendo registado um crescimento de 13,3% comparativamente a igual período de 2018. Segue-se o vestuário em malha, com 192,3 milhões de euros e um aumento de 19%, algodão (89,8 milhões de euros, com uma subida de 3%), filamentos sintéticos ou artificiais (63,2 milhões de euros, +11,9%) e fibras sintéticas ou artificiais (53,6 milhões de euros, +18,8%).

O saldo da balança comercial da ITV foi de 128,3 milhões de euros, com uma taxa de cobertura de 117%.