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Exportações nacionais ressentem-se com a liberalização

Os primeiros efeitos da liberalização do comércio internacional da ITV estão a fazer-se sentir nas exportações nacionais. Com efeito, numa altura em que as exportações nacionais de bens apresentam sinais de forte dinamismo com um crescimento homólogo de 8,1%, as vendas para o exterior do sector têxtil e do vestuário caíram 10,1%.

Esta evolução é explicada sobretudo pelas recentes quedas das exportações de vestuário, uma vez que as taxas dedecrécimo das exportações têxteis se mantêm nos valores do ano passado.

Assim, de acordo com as estimativas do Observatório Têxtil do CENESTAP as exportações ascenderam a 714 milhões de euros nos dois primeiros meses do ano correspondendo a 13,9% das exportações totais nacionais.

As maiores quedas foram registadas no vestuário de malha, cujas exportações caíram significativamente (variação estimada de 12,9%). No sector têxtil, os piores desempenhos foram registados pelas outras fibras têxteis e pelos artigos de seda com quedas estimadas de 76,8% e 67,5%, respectivamente.

No que respeita às importações, os dados disponíveis do Observatório Têxtil do CENESTAP apontam para uma redução moderada (0,4%) tendo-se fixado nos 536 milhões de euros.

Este valor oculta uma variação em sentido oposto do sector têxtil e do vestuário. Enquanto no primeiro as entradas caíram 8,7%, no segundo verificou-se um crescimento de 12,3% impulsionado pelo dinamismo das compras do vestuário de tecido (14,3%) e de malha (10,0%) no exterior.

As variações descritas ditaram uma forte degradação do superavit da Balança Comercial da ITV situando-se em 178 milhões de euros, menos 30,6% que no período homólogo de 2004.