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Exportações recuperam

Já no que diz respeito às importações, a ATP revela que se registou um abrandamento de 6,8%, no mês de Janeiro, em comparação com o mês anterior. O capítulo com a variação positiva mais relevante foi o dos tecidos impregnados (21,8%), seguindo-se o das fibras sintéticas e artificiais descontínuas, assim como o dos tecidos especiais e tufados, com aumentos de cerca de 12%. A associação afirma, contudo, que em termos homólogos (comparando Janeiro de 2009 com Janeiro de 2008) se verifica uma forte retracção (cerca de 17%), com excepção feita às exportações dos tecidos de malha, que aumentaram 49,1% no período. Também em termos homólogos, as importações de têxteis e vestuário sofreram igualmente uma acentuada redução (quase menos 25%), com todos os capítulos a contribuírem para este resultado. A diminuição menos acentuada deu-se no capítulo dos tapetes e outros revestimentos (menos 9,9%). Em comunicado, a ATP tece todavia algumas consideração à política das seguradoras de crédito. Importa sublinhar que o comportamento das exportações têxteis e vestuário nacionais teria sido claramente mais positivo se as empresas não tivessem de enfrentar, actualmente, severas restrições na cobertura do risco por parte das companhias de seguro de crédito, traduzindo-se em dramáticas reduções nos montantes garantidos e na liminar retirada de “plafonds”, a par de aumentos exponenciais dos prémios cobrados», critica a associação, sublinhando que tudo isto aconteceu apesar das medidas recentemente anunciadas pelos Governo, que abriu linhas de crédito específicas para o reforço das coberturas do seguros de crédito, quer pela intervenção das sociedades de garantia mútua, quer por garantias directas de Estado». A ATP estima que, devido a estas restrições, cerca de 190 milhões de euros deixaram de ser exportados pelo sector no primeiro trimestre de 2009», já que impediram as empresas de fechar contratos com os habituais clientes ou obrigaram-nas a reduzir substancialmente as encomendas, evitando a exposição ao risco, conjunturalmente mais elevado». A associação empresarial acrescenta ainda que, pelo mesmo motivo, muitas empresas tiveram que proceder a descontos consideráveis em mercadorias já produzidas, mas que não tiveram a habitual cobertura para a sua exportação, de modo a serem pagas contra entrega. Como conclusão, a ATP afirma que, efectivamente, se os seguros de crédito estivessem a funcionar regularmente, o sector têxtil e vestuário português estaria em melhores condições para manter a forte dinâmica exportadora dos anos anteriores, contribuindo assim de forma ainda mais importante para o equilíbrio das contas externas do país e a manutenção de quase duas centenas de milhar de postos de trabalho directos».