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Exportações seguram o sector têxtil brasileiro

De acordo com o divulgado pela Textilia.Net, o lucro líquido de 12 empresas do sector têxtil, analisadas pelo jornal brasileiroValor Económico, cresceu 246,6% em 2003, ano em que a procura interna foi fraca, mas que em compensação, o câmbio valorizado estimulou as vendas para o mercado externo. Os dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) mostram que o volume das exportações do sector cresceram 30%, mas a facturação manteve-se nos 23 mil milhões de dólares (19,29 mil milhões de euros).

De acordo com a análise do jornal, a empresa Vicunha Têxtil, uma das maiores tecelagens da América Latina, diminuiu os custos em 21,1% e reverteu o prejuízo de 84 milhões de reais (24,36 milhões de euros) registado em 2002, em lucro de 22,5 milhões de reais (6,52 milhões de euros) em 2003. A empresa aumentou ainda as suas exportações que passaram a representar 33% da receita líquida, registando um crescimento de 9,1%.

Para além da Vicunha Têxtil, duas empresas localizadas na região Sul, onde se concentra o segundo maior pólo têxtil brasileiro, a Hering e a Paramount, também apresentaram resultados satisfatórios. A Hering conseguiu reduzir os seus custos de 180,3 milhões de reais (52,29 milhões de euros) em 2002 para 20,5 milhões de reais (5,94 milhões de euros) no ano passado. A Paramount reduziu o resultado negativo que chegou a 51,3 milhões de reais (14,88 milhões de euros) em 2002 para 20,7 milhões de reais (6 milhões de euros) em 2003. De acordo com Fuad Mattar, presidente da Paramount, a empresa financiou boa parte dos investimentos de 50 milhões de dólares (41,9 milhões de euros) em equipamentos, feitos entre 1999 e 2003.

A Coteminas também aproveitou o câmbio favorável para direccionar as suas vendas para o exterior do país, compensando a menor procura interna. Enquanto o lucro operacional da empresa subiu 56,3%, o lucro líquido teve um crescimento de 8,5%.