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Extracomunitários alimentam exportações

As exportações portuguesas de têxteis e vestuário aumentaram 14,9% em maio face a abril e 6,5% em comparação com o mesmo mês do ano passado. No total, as empresas venderam quase 446 milhões de euros em maio e mais de 2,2 mil milhões de euros nos primeiros cinco meses de 2017.

De acordo com os dados do INE, as exportações portuguesas de matérias têxteis e suas obras aceleraram em maio, com o crescimento a ser particularmente impulsionado pelas vendas aos mercados extracomunitários: face a igual mês do ano transato, as exportações para os mercados fora da UE aumentaram 24,4%, em comparação com o aumento de 3,4% nos mercados intracomunitários.

Em termos acumulados, o crescimento das exportações da ITV nos primeiros cinco meses de 2017 foi mais modesto, tendo atingido 4,17%. As exportações extracomunitárias registaram o maior crescimento: um aumento de 13,6%, atingindo agora 360 milhões de euros, enquanto os envios para os mercados intracomunitários evidenciaram uma subida de 2,5%, para cerca de 1,8 mil milhões de euros.

Nos primeiros cinco meses do ano, entre as categorias mais representativas destacou-se o crescimento das exportações de tecidos de malha (+14,98%), tecidos impregnados revestidos (+13,74%), fibras sintéticas ou artificiais (+12,11%), lã (+10,72%) e algodão (+10,06%).

A categoria de outros artefactos têxteis, onde se inclui grande parte dos têxteis-lar, conheceu igualmente uma evolução positiva neste período, com um aumento de 3,58%, para 253,5 milhões de euros.

Já o vestuário verificou um aumento de 2,4%, para mais de 1,3 mil milhões de euros. Nesta categoria, o vestuário e seus acessórios exceto malha aumentou em 2,72% as exportações, enquanto o vestuário de malha (a categoria mais representativa das exportações) cresceu 2,23%, para 886,4 milhões de euros.

Entre os principais clientes do vestuário com origem em Portugal, os maiores incrementos foram observados nos envios para os EUA, com uma subida de 29,2%, para 40 milhões de euros, um valor 10 milhões acima do registado no período homólogo de 2016.

Segue-se Itália, para onde as exportações aumentaram 24,5%, para 52,2 milhões de euros, e os Países Baixos, com um aumento de 19,6%, para 55,3 milhões de euros. Alemanha (+5,9%, para 114,9 milhões de euros), Suécia (+1,8%, para 30,3 milhões de euros), França (+0,9%, para 173,2 milhões de euros) e Reino Unido (+0,6%, para 122 milhões de euros) evidenciaram igualmente uma evolução positiva nas compras de vestuário a Portugal.

Em comunicado, o presidente da direção da ANIVEC, César Araújo, afirmou que «nestes primeiros cinco meses, as exportações extracomunitárias de vestuário aumentaram 14,7% em comparação com o mesmo período do ano passado», destacando a performance no mercado americano. «Os EUA continuam a afirmar-se como o principal mercado extracomunitário do vestuário português, com um crescimento constante que se verifica desde o início do ano, concretizando a visão da ANIVEC e da indústria portuguesa de vestuário de que a diversificação dos mercados é o caminho a seguir para que o sector possa prosperar no futuro», explicou.

No que diz respeito às importações, as empresas da ITV compraram ao exterior 1,65 mil milhões de euros (+4,84%) entre janeiro e maio de 2017. Entre as principais importações, destacou-se o aumento das compras de algodão (+15,47%, para cerca de 262 milhões de euros), tecidos impregnados revestidos (+12,73%, para 59,4 milhões de euros), pastas e feltros (+9,23%, para 41,2 milhões de euros) e vestuário e seus acessórios de malha (+5,83%, para 377 milhões de euros).