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Faria da Costa massifica WyFeet

O projeto das meias com uma bateria para se aquecerem está em velocidade de cruzeiro e tem no norte da Europa o seu principal mercado.

Álvaro Costa

Foi um cliente sueco, que ficou com os pés frios a ver um rally, que deu a ideia à Faria da Costa. A empresa de Barcelos, especializada em tudo aquilo que aquece durante o inverno, fez uma parceria com o Citeve e lançou-se em busca de um sistema que mantivesse um par de meias mais quente, para evitar que quem as calçasse sentisse frio.

O projeto WyFeet teve início a 1 de outubro de 2016 e foi encerrado a 31 de março de 2018, no ano em que a produtora de meias celebra o seu trigésimo aniversário. Com um investimento de aproximadamente 500 mil euros, comparticipado pelo Portugal 2020, a empresa de Álvaro Costa apostou num processo de investigação e desenvolvimento que foi oficialmente apresentado esta quinta-feira, dia 5 de abril. As máquinas para a produção do artigo, cujo preço de venda ao público deverá situar-se num intervalo entre 75 e 100 euros, estão já a funcionar a todo o vapor nas instalações da Faria da Costa.

Nuno Costa

Nuno Costa, diretor da Faria da Costa, deu conta do processo que levou à criação destas meias. «Primeiro, identificámos lacunas no mercado, depois possibilidades de melhoria e industrialização das meias, de otimização da banda de aquecimento, de corte dos componentes e industrializamos o sistema eletrónico», explicou durante a apresentação do projeto.

As meias estão a caminho de vários mercados europeus, nomeadamente, do alemão e dos países nórdicos. Aliás, o produto foi testado na Noruega, em temperaturas muito baixas e a empresa tem confiança nos resultados. Além disso, os produtos têm uma grande resistência a lavagens, garantiu Nuno Costa.

Os produtos WyFeet são carregados por uma bateria que se liga às meias através de um sistema de molas. O objetivo é que, no futuro, sejam mais baratas, quando a industrialização já estiver a todo o vapor, segundo o fundador da empresa, Álvaro Costa.

O grupo de Barcelos conta com um volume de negócios da ordem dos quatro milhões de euros. Os principais mercados da empresa são a Europa, Canadá e Japão. A empresa foi fundada em 1988, mudando radicalmente a vida da família fundadora. «Na altura, o produto que estava a dar era o têxtil e eu, que estava na avicultura, a produzir pintos e ovos reprodutores, passei para a têxtil, para as meias e peúgas, que era uma coisa totalmente diferente», revelou o fundador da empresa numa entrevista publicada no Jornal Têxtil (ver Faria da Costa tem meias para andar).