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Faroma junta G!ozé à Maloka

A empresa portuguesa está a somar marcas ao seu portefólio. Depois da aquisição da Paul Brial em 2017, a Faroma detém agora também a G!ozé, dedicada aos tamanhos grandes. A Maloka, contudo, continua a ser a grande aposta e ganhou recentemente um lado artístico, com estampados exclusivos inspirados no trabalho de uma pintora.

Maria Trindade Braga e Robert Gimenez

A Maloka representa ainda cerca de 70% do volume de negócios, mas a Faroma juntou mais duas marcas ao seu portefólio, completando uma trilogia onde reina a diversidade. Em 2017, adquiriu a Paul Brial e, há cerca de um ano, a G!ozé. «Na Paul Brial é mais vestuário de senhora mais clássico. Os preços também são muito mais elevados. É mesmo para a senhora que gosta de coisa refinadas. A G!ozé é para tamanhos grandes», esclarece a proprietária Maria Trindade Braga, que há 28 anos criou a Maloka juntamente com Robert Gimenez.

Foi no Sul de França que a marca nasceu, fruto da vontade dos proprietários de terem produto diferenciado na loja que detinham na altura. «Nós tínhamos loja e não tínhamos produto para colocar, então fizemos roupas, mas não queríamos que fossem iguais às do vizinho. Era para ser uma coisa totalmente diferente», explica Maria Trindade Braga. «A inspiração era o pedido das mulheres que entravam na loja, vinha da rua», sustenta Robert Gimenez.

G!ozé

A Maloka destina-se a um público feminino com idades compreendidas entre os 35 e 55 anos. «São pessoas dinâmicas. Em geral, é uma mulher que trabalha, que gosta de estar bem vestida», explica Maria Trindade Braga que também contribui para a elaboração do design das peças. As cores vivas e os materiais leves definem o caráter da Maloka. «Somos especialistas em vestuário em linho. No inverno é diferente, mas no verão a nossa marca é conhecida pelos linhos, por materiais naturais, pelas cores e pela qualidade. Linhos, algodões e viscoses são sempre as nossas matérias-primas», assume.

Os estampados, juntamente com as cores fortes, fazem igualmente parte do ADN e são, cada vez mais, elementos diferenciadores da Maloka. «São estampados desenhados por uma pintora. Ela faz a pintura e eu utilizo essas pinturas para os meus estampados. É algo novo desde há dois anos, mas agora está a ganhar muita mais força», conta Maria Trindade Braga ao Portugal Têxtil.

Da marca para a fábrica

Como a sonoridade impõe, o nome Maloka vem mesmo da palavra maluca, uma ideia que de incoerente nada tem, uma vez que deu origem à Faroma, que ficou encarregue da criação, produção e distribuição da marca. Devido às raízes portuguesas da proprietária, é em Barcelos que está sediada a empresa, que conta já com 22 anos de atividade e uma equipa de 60 pessoas.

Os produtos Maloka estão à venda em lojas multimarca em múltiplas nações, no entanto, a possibilidade da criação de uma loja física monomarca é um projeto para «daqui a alguns anos».

Com clientes no Algarve e em Lisboa, a quota de exportação da marca, que é a maior aposta da empresa, ronda os 99%. «França é o mercado mais forte. Toda a Europa, Austrália, Canadá, países de leste, Croácia, República Checa,…», enumera. Apesar de estar presente em vários pontos de venda, ainda há espaço para alargar horizontes e as coordenadas russas são a próxima meta. «Se não for a coleção verão 2021, vai ser a coleção inverno 2021/2022. Os russos gostam muito deste estilo porque é colorido e corresponde ao deles. Com certeza que vamos para lá», adianta a proprietária.

A marca, que está habitualmente presente em feiras em Espanha e em França, estreou-se ainda este mês em Londres. «Estamos para ver e mostrar o produto, para chamar a atenção para os clientes virem. Queremos vender o máximo», reflete Maria Trindade Braga.

Em 2019, o volume de negócios da Faroma atingiu os 4,4 milhões de euros. Para 2020, de acordo com Robert Gimenez, o ideal é «estabilizar». «Faz três anos que subimos muito. Em 2019 reduziu um bocado, então estes dois próximos anos queremos estabilizar», conclui o proprietário.