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Fast Retailing sobe fasquia

A Fast Retailing publicou recentemente o Relatório de Responsabilidade Social Corporativa (CSR na sigla inglesa) relativo a 2014, no qual revela estar «profundamente envolvida» nos diversos processos que constituem a sua cadeia de aprovisionamento, assegurando «o cumprimento de padrões elevados». No seguimento do colapso da fábrica Rana Plaza no Bangladesh em 2013, a Fast Retailing reforçou os mecanismos de inspeção junto das suas unidades de produção, no âmbito de uma medida que pretende salientar a importância da verificação in loco das fábricas parceiras e o controlo das práticas de gestão dos fornecedores como um meio de reduzir significativamente o risco de acidentes fatais. Monitorização acrescida No âmbito de um crescente esforço de monitorização, a Fast Retailing irá supervisionar o número de horas de trabalho e fomentar a criação de canais de diálogo entre a administração e os trabalhadores, cooperando com Organizações Não Governamentais (ONG) especializadas e outras entidades independentes na criação de métodos de controlo e formação. «Através de reuniões diárias, formação e visitas a fábricas com as equipas de CSR, procuramos construir uma maior consciência e partilhar informações dentro do nosso departamento», explica Tomoya Utsuno, gestor de departamento da divisão de produção no grupo japonês. A Fast Retailing estabeleceu equipas de sourcing integradas nos vários departamentos de CSR do grupo, cuja principal função será cooperar com as fábricas parceiras no sentido de conjuntamente identificarem e resolverem problemas. A equipa da divisão de produção de Xangai, um dos maiores núcleos produtivos do grupo, visita diariamente unidades fabris de forma a monitorizar as condições de trabalho praticadas, assim como o desempenho ambiental das unidades têxteis do grupo. Toshiyuki Tanaka do departamento de CSR de Xangai afirma que «a promoção de um melhor ambiente de trabalho é fundamental para as fábricas chinesas no cumprimento de leis e regulamentações cada vez mais rígidas. Nós colaboramos com o departamento de produção, visitando conjuntamente fornecedores e investindo na melhoria das condições». Nesse âmbito, a Fast Retailing criou uma nova iniciativa de colaboração com o fabricante chinês de vestuário Chenfeng Group, fornecedor do grupo nipónico há 21 anos, comprometendo-se na divulgação e aplicação de melhores práticas nas respetivas unidades de produção. Em 2014, foram conduzidos processos de monitorização em 332 unidades de aprovisionamento globais da Fast Retailing. O número de avaliações negativas aumentou face ao ano anterior, registando uma maior percentagem de apreciações de nível D e E, correspondentes, respetivamente, a uma ou mais violações graves e ações altamente antiéticas ou ofensas graves sujeitas a revisão imediata de contrato. O número de contratos submetidos a revisão, devido à não implementação das melhorias estipuladas no decorrer das inspeções, também aumentou. Cumprindo os regulamentos estipulados, os contratos com as entidades que no processo de avaliação receberam a classificação de nível E foram revistos e aqueles estabelecidos com entidades que se mostraram incapazes de implementar as melhorias necessárias foram anulados. Impactos ambientais Em 2014, a Fast Retailing elaborou uma política ambiental que clarifica as responsabilidades da organização face à implementação de operações ecologicamente conscientes. Esta iniciativa obrigou a um envolvimento ativo da organização no sentido de minimizar os impactos ambientais de todos os processos, desde o planeamento à fabricação de produtos, contemplando os planos de logística, vendas, reciclagem e disposição aplicados. Em acréscimo, a empresa designou metas de redução de impacto ambiental para os seus espaços comerciais e estabeleceu parcerias para reduzir as consequências nefastas dos processos de produção, promovendo ativamente o diálogo e colaboração com os clientes. Ao longo deste ano, a Fast Retailing irá avaliar o estado de determinados impactos, priorizar e «tomar medidas rigorosas» para definição de metas e redução dos efeitos nocivos. Até ao momento, a empresa comprometeu-se a eliminar a emissão de químicos perigosos provenientes dos ciclos de vida dos seus produtos até janeiro 2020. Entre os objetivos alcançados em 2014, incluem-se a realização de 93 inspeções ambientais, a doação de 90% dos desperdícios de vestuário através da “Iniciativa de Reciclagem de Todos os Produtos” para campos de refugiados e pessoas necessitadas e conversão dos restantes 10% em combustível ou fibras. A poupança de energia utilizada nos espaços comerciais do grupo figura também entre as principais prioridades estabelecidas para o período corrente. A Fast Retailing planeia diminuir as emissões de dióxido de carbono das lojas japonesas da marca Uniqlo em 10%, até 2020. Esta iniciativa implicará a atualização de toda a iluminação para lâmpadas LED, introdução de sistemas de climatização eficientes de energia com controlo de termostato, redução dos níveis de iluminação durante o período que antecede a abertura das lojas e sensibilização dos colaboradores através da distribuição de manuais de energia nos espaços comerciais. Em 2014, o grupo japonês investiu na cooperação com entidades parceiras no sentido de adereçar os problemas sociais detetados e implementar políticas de mudança que promovam a diversidade no espaço de trabalho e dará continuidade às medidas implementadas no decorrer do presente ano.