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Febre do futebol chega ao vestuário

Esta estação, o futebol está decididamente na moda, e só no Reino Unido, este mercado vale mais de 250 milhões de libras por ano.

O vestuário e calçado inspirados no futebol provam que são uma aposta de sucesso para os fabricantes e retalhistas deste sector, e a concorrência atingiu o rubro na sequência do recente Campeonato Europeu de Futebol, realizado no nosso país…

Como exemplos deste fenómeno, o artigo doJust-style.com refere as T-shirts fabricadas na Tunísia, com as cores e o emblema da selecção nacional brasileira, e que se revelaram um sucesso do grupoCymod na última edição da Intersélection, em Paris.

O director da Cymod, Ahmed Chaabouni, não tem dúvidas em considerar o futebol como a grande febre desta estação, acrescentando que, embora o mercado alvo mais óbvio para este tipo de artigos seja o adepto de futebol da Europa, esta linha é igualmente exportável para diversos países em desenvolvimento e que também adoram este desporto.

Como exemplo, Ahmed Chaabouni aponta as vendas para a África do Sul, “que são uma forte possibilidade, em particular à luz da actual campanha deste país para organizar o Campeonato do Mundo de 2010, e dado o apoio pessoal concedido por Nelson Mandela e este movimento”.

Até grandes empresas, como a Nike, cometem alguns erros de cálculo, como aconteceu no Campeonato do Mundo de 2002, em que esta marca subestimou a dedicação patriótica e o poder de compra dos adeptos da selecção da Coreia.

Assim, por ocasião dos jogos desta equipa, e tarde de mais para o reforço dos seus stocks, cerca de 150.000 T-shirts de imitação foram avidamente compradas pelos adeptos, e as vendas da Nike acabaram por ficar a um décimo do possível total…

A Marks & Spencer tem vindo igualmente a entrar neste Mercado, fazendo-o em grande estilo, apostando numa vasta gama de artigos ligados ao mundo do futebol, desde os brinquedos às peças de recordação, passando pela roupa de cama e outros artigos para o lar.

No entanto, é de realçar que todos estes produtos não podem ser confundidos com os artigos oficiais licenciados pela FA (Associação Britânica de Futebol) da selecção de Inglaterra, fornecidos há muito pela marca especializada emsportswear Umbro.

Além da equipa de Inglaterra, a Umbro veste também as selecções nacionais da Noruega e da Suécia, além de inúmeros clubes de futebol do Reino Unido.

No Reino Unido, as réplicas das camisolas da selecção nacional e dos principais clubes de futebol representam actualmente mais de 250 milhões de libras por ano aos preços de retalho, e cada adepto gasta, em média, mais de 100 libras emmerchandising de clubes, por época.

Apesar deste tipo de produtos, associados ao universo do futebol, terem sido originalmente lançados no Rino Unid, hoje em dia encontram-se disseminados por todo o mundo, e clubes como a Juventus ou o Real Madrid estão totalmente alertados para as vantagens da comercialização da sua imagem neste lucrativo mercado.

Todavia, continua a ser em terras de sua majestade que encontramos os mais altos gastosper capita emmerchandising de clubes de futebol…

Como é óbvio, os níveis de gastos neste segmento variam de clube para clube, mas no Reino Unido os adeptos mais gastadores são os escoceses, que despendem cerca de 150 libras por época futebolística, enquanto a média nacional não passa das 80 libras!

Os grandes clubes europeus aumentam também os seus lucros através das vendas por catálogo e pela Internet do chamadomerchandising “oficial”, estratégias que tornaram o azul e branco do Chelsea e o vermelho do Manchester United reconhecíveis em qualquer parte do mundo…

Até há bem pouco tempo, o jogador-vedeta David Beckham era inquestionavelmente o rei do circuito comercial e de marketing do futebol, seja pelas suas qualidades como jogador, ou pelas suas aparições em anúncios e campanhas publicitárias ou mesmo pela sua atribulada vida conjugal!

É igualmente curioso reparar que, precisamente na mesma semana em que anunciou um reforço da presença na bolsa de valores, a Umbro revelou um contrato de um milhão de libras com o futebolista Michael Owen, que usará botas desta marca.

Na verdade, a maior parte deste material ligado aos clubes e selecções de futebol é fabricado na Ásia, destacando-se como maiores fornecedores desportswear Hong Kong, a Malásia e a Indonésia, embora capacidade de produção da China constitua em factor a ter em conta pelos rivais asiáticos.

A China é potencialmente o grande mercado consumidor deste segmento, se por ocasião do próximo Campeonato do Mundo a sua selecção nacional participar e tiver um bom desempenho na competição.