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Fercos aumenta Capacidade e Certifica-se

A empresa especialista em têxteis técnicos Fercos está a terminar o seu processo de certificação Oeko-tex, e fez um investimento na capacidade instalada, que lhe permite ser «a única empresa da Península Ibérica neste momento a operar com uma máquina de revestimentos e laminagens com colas Hot Melt, que possibilita trabalhar com larguras até 2,80 metros úteis, permitindo-nos produzir mais metros quadrados por minuto, e com um aproveitamento das matérias-primas incorporadas mais eficiente», refere Miguel Malheiro Dias, director de Marketing da empresa, ao Portugal Têxtil (PT). «Já fomos contactados pelas quatro maiores empresas de têxteis-lar do país, que se mostraram interessadas em aproveitar este investimento», acrescenta o director ao PT. Refere também que o facto de utilizar matérias-primas e processos de fabrico amigos do ambiente, lhe tem facultado, em primeiro lugar, ter trabalhado de acordo com a actual Classe 1 do processo de certificação da Oeko-tex também em curso, permitindo que não fossem necessárias praticamente nenhumas alterações no modus operandis da empresa para se preparar para a certificação, e em segundo lugar, ainda se distinguir da restante concorrência, para qual faz um alerta, pelo uso «ainda abusivo» de sistemas de flamagem que libertam gases nocivos para a atmosfera e pela «excessiva utilização de solventes nesta indústria. Isto já não devia acontecer». «Para nós, a certificação é uma confirmação do que já sabíamos e das boas práticas que já aplicávamos aqui», complementa. A Fercos tem como principais mercados fornecedores os países europeus, «mais vocacionados para este segmento, e onde estão as principais empresas químicas- como Alemanha, Itália, Reino Unido e a Bélgica -, e onde os melhores produtos estão nas mãos de muito poucos». A excepção à hegemonia europeia vem dos Estados Unidos. A carteira de clientes é composta sobretudo por empresas da Península Ibérica, e a principal concorrência directa também vem do Velho Continente, e alguma do Oriente. A empresa está localizada em Rio Tinto, conta com 10 colaboradores, e registou em 2005 um volume de negócios de 800 mil euros, semelhante ao volume de 2004, embora refira que «sentimos os efeitos da liberalização, sobretudo na falta de liquidez no mercado, reflectindo-se em maiores dificuldades na cobrança». Mas também refere que «é uma pena que quando os órgãos de comunicação social falam em falências só vão buscar os exemplos do nosso sector, e nunca referem as que se vão sucedendo na construção civil, ou na indústria do mobiliário, por exemplo». «E as Associações sectoriais devia insurgir-se contra este facto com mais veemência, a meu ver», acrescenta.