Início Arquivo

Fibras não-naturais ocupam o trono no mercado mundial

Um dos motivos dessa agitação foi a abolição das quotas no comércio de têxteis e vestuário oriundos da China. A produção mundial de algodão estimada para o actual ano de colheita, que se estende até Julho, caiu 5,7 por cento, equivalente a 24,7 milhões de toneladas. Este é um dos resultados do relatório “The Fiber Year 2005/06”, apresentado pelo grupo têxtil suíço Saurer Management AG. Simultaneamente, a utilização mundial de algodão registará uma subida histórica de 25,5 milhões de toneladas, isto é, mais 7,4 por cento do que no ano anterior. Oitenta e cinco por cento do algodão produzido em todo o mundo tem origem em nove países. O maior produtor, com 5,7 milhões de toneladas, é a China, apesar de em 2005a produção ter sido inferior em 10 por centorelativamente aoano transacto. Os EUA são o segundo maior fornecedor. A produção mundial de lã, de acordo com estimativas, subiu no último ano 2,0 por cento, atingindo 1,2 milhões de toneladas. Cerca de metade da lã a nível mundial vem da Austrália (332.000 toneladas), China e Nova Zelândia. O maior processador de lã é a China. A Austrália e a Nova Zelândia exportam em conjunto mais de metade da sua lã para a China. A tendência relativa ás fibras não-naturais manteve-se intacta, a nível mundial, embora a sua procura tenha subido apenas 1,6 por cento, alcançando 38,1 milhões de toneladas. As fibras não-naturais detêm uma fatia do mercado mundial de 53, 9 por cento.O algodão, a lã e a seda conquistam em conjunto 37,9 por cento deste mercado. A fatia de outras matérias-primas como o rami, linho e juta manteve-se inalterada.