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Filipinas apoiam indústria têxtil

O governo filipino e os produtores de vestuário estão a preparar um “plano de transformação” de forma a poderem evitar uma queda nas exportações nos próximos anos. Os produtores do mercado interno estão actualmente a ser confrontados com custos elevados e com tempos de entrega superiores aos dos seus países vizinhos de baixo-custo, admitiram vários exportadores na semana passada. Os exportadores encontraram-se numa conferência de dois dias organizada pelo Departamento do Comércio e Indústria (DCI). Autoridades prevêem uma queda nas exportações da indústria de vestuário, o sector do país que tráz mais ganhos. Eles também esperam grandes cortes nos postos de trabalho se as exportações continuarem a decrescer. Mais de 400.000 funcionários estão empregados em 1200 empresas. As exportações de vestuário desceram cerca de 6.3% em 2001 para 3.4 mil milhões de euros. Para além disso, as autoridades temem um impacto negativo da entrada da China para a OMC e da remoção total das quotas até 2005. Baixa produtividade Desde que sofrem de baixa produtividade, os produtores do mercado interno precisam urgentemente de ajuda na formação de empregados. As empresas também deveriam melhorar a forma como recompensam os trabalhadores mais eficientes, admitiram. O secretário do Comércio e Indústria poderá revelar os planos da transformação nas próximas semanas. Manuel A. Roxas, já anunciou ajudas financeiras para os produtores de vestuário que pretendem investir na modernização de equipamento. O governo das Filipinas, espera também renovar o Ministério das Exportações de Têxtil e Vestuário (METV), de forma a fomentar as exportações e a atribuição de quotas. Recentemente o corpo do Governo tentou acelerar a produção de vestuário de valor acrescentado, fixando as quotas de acordo com o nível dos preços FOB. Contudo, foram forçados a retirar este sistema, depois de repetidos protestos por parte dos exportadores.