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Finalistas do B-SEArcular apresentam-se em Lisboa

O projeto que junta a Epson, a Lisbon School of Design, a Seaqual, a INEDIT Design e as empresas têxteis A. Sampaio & Filhos e Lemar vai mostrar, no próximo dia 16 de novembro, os seis looks finalistas concretizados no âmbito do B-SEArcular com tecidos produzidos a partir de plástico recolhido no mar.

[©Epson]

“A vida começou no mar” foi o tema que esteve na origem dos seis coordenados finalistas da iniciativa B-SEArcular, selecionados entre as propostas dos alunos de Design de Moda da Lisboa Design School, que serão apresentados no próximo dia 16 de novembro nas instalações da instituição de ensino.

Os têxteis usados no desenvolvimento destes coordenados são resultado da recolha de resíduos plásticos no oceano, que são depois transformados em fios de poliéster pela Seaqual e, posteriormente, em malhas e tecidos produzidos pela A. Sampaio e pela Lemar, respetivamente. Na parte criativa, os alunos tiveram acesso à tecnologia de estamparia da Epson, que, como refere a empresa de origem japonesa, permite uma «economia considerável no consumo de água e energia em comparação com as técnicas de estampagem tradicionais».

Segundo a Epson, «o aumento do lixo plástico é uma das ameaças mais importantes aos ecossistemas em todo o mundo. O consumo excessivo deste material e a má gestão da sua coleta e reciclagem, fazem com que milhões de toneladas cheguem aos mares e oceanos a cada ano. Embora um dos primeiros passos para resolver este problema seja reduzir a fabricação e o uso de plásticos no dia a dia, é também necessário pensar no que fazer com os resíduos existentes que acabam a poluir os mares e oceanos. Surge assim a iniciativa B-SEArcular (#BSEArcular). Este projeto mostra que através da economia circular podemos atingir um objetivo comum, através de diferentes agentes. Assim, a ação nasce de um modelo sustentável que consiste no reaproveitamento dos plásticos que ancoram nos oceanos para a fabricação de tecidos que posteriormente serão transformados em peças de moda».

Esquema B-SEArcular [©Epson]
«A estamparia de moda sustentável não se trata apenas de um sector em projeção, mas de uma das técnicas menos invasivas e mais sustentáveis para o meio ambiente: a sublimação. Os equipamentos para a estamparia têxtil mediante a injeção de tinta permitem 80% de poupança energética, consomem 60% menos de água e, portanto, reduzem consideravelmente a produção de resíduos associada ao processo de produção», destaca a empresa na comunicação da iniciativa.

Para Raúl Sanahuja, communication manager da Epson, que estará presente no evento de apresentação dos seis coordenados finalistas, «há ainda um caminho por percorrer na digitalização. O mercado digital cujo valor continua a aumentar, já ronda os 20 milhões de euros. Para aproveitar estas oportunidades, o nosso trabalho assenta em oferecer aos profissionais as melhores soluções tecnológicas que lhes permitam realizar séries curtas e rápidas, conseguir uma maior personalização dos desenhos, estampar em todo o tipo de superfícies, reduzir ações e, em última instância, ser capaz de responder à procura de um mercado em constante mudança».