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Fiorima leva a inovação aos pés

A produtora de meias continua a investir em I&D e a colocar artigos de valor acrescentado no mercado. Depois da peúga polaina, a Fiorima desenvolveu uma peúga biométrica e superou os obstáculos para criar meias com biqueira e calcanhar com desenho, que estão a ser apresentadas aos clientes.

«As inovações resultam muito daquilo que foram as expectativas dos clientes», afirma Paulo Rodrigues, diretor industrial da Fiorima. É com base na investigação e desenvolvimento de novos produtos que a produtora de meias tem ganho reputação nos mercados internacionais e todos os anos tem apresentado novos artigos. «É isso que está a permitir-nos diferenciar, é isso que está a permitir-nos ter um produto de valor acrescentado. E é isso que procuramos: encontrar clientes, trabalhar nesta segmentação e dessa forma garantir o futuro de um mercado de valor acrescentado, um mercado de qualidade e de bom serviço», explica o Portugal Têxtil.

Em 2019, o destaque está nas peúgas com biqueira e calcanhar com desenho. «Atualmente são conhecidos os artigos por terem a perna e o pé em desenho e o calcanhar e a biqueira são lisos por uma impossibilidade técnica. Nós ultrapassamos a impossibilidade técnica», revela o diretor industrial, que adianta que a solução passou pelo desenvolvimento de uma nova tecnologia. «A nossa aproximação aos construtores de máquinas permite-nos definir um conjunto de requisitos e desenvolver em conjunto aquilo que é, para nós, o tipo de mudança que pode introduzir diferenciação no produto», acrescenta.

Esta solução possibilitará «fazer a composição de toda a peúga em desenho. Estamos precisamente a colocar desenho onde os outros não colocam», sublinha o diretor industrial da Fiorima.

I&D em crescimento

A aposta em artigos mais técnicos tem vindo a ser reforçada e, atualmente, este tipo de produto representa 19% do volume de negócios da produtora de meias, que possui um departamento com três pessoas inteiramente dedicadas à inovação. «Estrategicamente sentimos que é uma área em que podemos apresentar produtos de valor acrescentado», assegura Paulo Rodrigues.

Entre os desenvolvimentos, a empresa sediada em Braga detém já várias patentes internacionais, incluindo para uma peúga biométrica, que recolhe dados do utilizador e os transmite para um smartphone. «Permite ter uma monitorização de tudo aquilo que são funções de fitness, temperatura, ritmo cardíaco,… Acaba por ter tudo numa peúga que está patenteada, com uma tecnologia extremamente avançada que, de alguma forma, nos permite posicionar no mercado como uma empresa que aposta na área da investigação, desenvolvimento e inovação», considera o diretor industrial.

Do portefólio fazem ainda parte a peúga polaina, meias pensadas para ajudar na insuficiência venosa e no pé diabético, assim como o BiCoSiCa, um conceito de meia de elevada performance que inclui biocerâmica, carbono, cobre e prata, potenciando propriedades bacteriostáticas, antiestáticas, gestão de temperatura e humidade, entre outras.

Volume de negócios acompanha

A Fiorima, fundada em 1985, emprega atualmente 77 pessoas, é 100% exportadora e trabalha em private label para clientes de gama média-alta. Para se manter na vanguarda, a empresa tem investido em tecnologia, «para estarmos à altura dos requisitos tecnológicos. Esta atualização tecnológica permitiu-nos substituir [máquinas] e, por outro lado, aumentar a capacidade produtiva», admite.

No ano passado, a Fiorima cresceu entre 7% e 10%, para um volume de negócios próximo dos 7,5 milhões de euros. «Foi um ano positivo. O nosso crescimento é sempre sustentado, não nos aventuramos em grandes variações, sabemos estrategicamente aquilo que pretendemos, onde queremos estar posicionados», garante Paulo Rodrigues. Uma linha de conduta que irá guiar a empresa também em 2019. «As projeções são novamente de crescimento sustentado. Temos em curso novos projetos, novos produtos e vamos continuar sabendo que essa nossa forma de estar e de pensar é sempre com o intuito de mostrar aos nossos clientes e ao mercado que somos uma empresa que pode apresentar sempre soluções tecnológicas diferentes», resume o diretor industrial.