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Fitas amarram exportações

O slacklining – um desporto que consiste em equilibrar-se num arame esticado em parques, entre montanhas ou edifícios – é a mais recente área para a qual a Artefita vende as suas fitas. «Temos vindo a aumentar a passos largos tudo o que são acessórios para o transporte de mercadorias, logística, náutica, cuidados médicos, higiene e limpeza, publicidade e até o último dos desportos a gerar grande euforia entre os jovens, o slacklining, usa já fitas da Artefita», revela Gonzaga Oliveira, gestor da empresa. Para se manter na linha da frente da inovação, a empresa especialista em têxteis técnicos aposta continuamente na investigação e desenvolvimento de novos produtos, tendo acrescentando recentemente ao seu portefólio fitas tecidas «com novos fios, tais como aramidas, Dyneema, fibra de vidro e até fios metálicos (alumínio, cobre e aço)», acrescenta o gestor. Inovações estas que têm ajudado a conquistar novos mercados, nomeadamente Angola e EUA, onde a Artefita entrou durante este ano, sendo que as suas vendas destinam-se a um total de 19 mercados espalhados entre a Europa, África, América e Médio Oriente. Para o seu último exercício fiscal, a empresa antecipa que as exportações representem 75% do volume de negócios, que, não tendo as contas ainda fechado, deverá crescer 15%, para os 3,6 milhões de euros. A Carlos Sousa, por seu lado, tem como clientes grandes nomes da indústria nacional, nomeadamente a Corticeira Amorim, a Cimpor, a Ferpinta, a Luís Simões, a Secil e a Cordoaria Oliveira Sá, que usam as suas fitas, cintas e slings (conjunto de fitas que suporta uma grande capacidade de carga feito à medida das necessidades do cliente) para amarrar os seus volumes. «Em Portugal somos o único fabricante de slings e em Espanha também só há um», indica Carlos Sousa, diretor comercial da empresa epónima. Esta empresa, que emprega cerca de 80 pessoas e dispõe de tecelagem, tingimento, acabamentos e confeção, atingiu, em 2011, uma quota de 90% de exportação, um crescimento justificado pelos «contratos das cimenteiras portuguesas nomeadamente com o Brasil», aponta o diretor comercial. No total, a Carlos Sousa, que em 2010 registou um volume de negócios de cerca 3 milhões de euros, prevê que o seu volume de negócios de 2011 apresente um crescimento de 20% comparativamente com o exercício anterior.