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Fitexar investe em produto inédito na Europa

A empresa de fiação do grupo Têxtil António Falcão está a investir em equipamentos avançados para fabricar um produto que, até agora, não era produzido no Velho Continente.

António Alexandre Falcão

«Estamos diariamente a desenvolver amostras, a fazer novos desenvolvimentos», afirma António Alexandre Falcão, administrador da Fitexar e a terceira geração à frente do negócio familiar.

Cerca de quatro pessoas estão afetas ao departamento de I&D da empresa e, com isso, os novos produtos multiplicam-se. Aos fios reciclados da marca Eco Fibers juntam-se os fios recobertos, «que nos abriram novas portas para outros clientes», revela ao Jornal Têxtil.

Nos últimos dois anos, a Fitexar investiu em equipamentos para produzir este tipo de fio «e, neste momento, estamos a pensar aumentar a nossa capacidade produtiva porque registamos uma grande procura, com encomendas maiores do que esperávamos», explica o administrador. Atualmente, com 30 máquinas dedicadas, «diria que teremos de aumentar a capacidade produtiva em cerca de 20% a 50%», aponta.

Os investimentos deverão ainda ser alargados para incluir novidades no portefólio. «Vamos comprar umas máquinas para fabricar um produto novo, que não existe sequer no mercado. Pelo menos a nível europeu não existe», assegura António Alexandre Falcão. «Vamos investir nisso, que é uma forma também de consumirmos o nosso fio. Podemos dizer que estamos a investir em coisas completamente diferentes das que fazemos», acrescenta.

Segundo semestre a acelerar

Atualmente, a Fitexar exporta cerca de 30% da sua produção, para mercados tão diversos e dispersos como Espanha, Alemanha ou Sri Lanka. «Temos vindo a apostar muito na Europa, estamos a tentar chegar a mercados mais técnicos», adianta o administrador, acrescentando, no entanto, que «queremos igualmente chegar a outros países, como a América Latina».

Depois de um 2018 positivo, com um crescimento de 15% no volume de negócios do grupo Têxtil António Falcão, para 13 milhões de euros, os primeiros meses de 2019 mostraram algum abrandamento. «O início do ano não está a ser como esperávamos», reconhece António Alexandre Falcão, admitindo que «em relação ao ano passado, estamos um bocadinho acima, mas queríamos ter um crescimento bem mais acentuado».

O administrador da Fitexar, no entanto, espera uma aceleração neste segundo semestre. «No ano passado, a segunda metade do ano foi muito superior à primeira metade do ano. Espero que este ano seja assim outra vez. Estou a ver as coisas a começar a andar, portanto acho que vai correr melhor», conclui.