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Fitlene à conquista do mundo

A empresa Fitlene, especializada na texturização e torcedura de fios artificiais e sintéticos, vai internacionalizar-se no próximo ano para a Colômbia e Brasil, segundo afirmou o seu administrador, Paulo Mouro, à agência Lusa. «Apostamos numa estratégia ibérica de expansão externa e afirmação da marca nos mercados da América Latina, no seguimento da entrada, este ano, no México e no Equador», declara Paulo Mouro. «Queremos aproveitar as sinergias e os acordos preferenciais com a América Latina e entrar também no Brasil, o maior mercado lusófono». A empresa espera, nestes casos, «impor-se pela diferenciação e jogar com uma vida útil superior dos produtos standards». Além disso, poderá obter um maior valor acrescentado para os seus clientes, concorrer com preços mais competitivos e apresentar-se nos mercados com uma atitude de continuidade, num horizonte de médio/longo prazo. Nesta fase, o administrador da Fitlene afirma que a empresa «não vai exportar para os novos países do alargamento da União Europeia. São mercados em que nos confrontamos com produtos standard idênticos, um tempo de vida útil inferior, e com preços muito menos concorrenciais». No entanto, está em estudo fechar uma parceria comercial na Polónia, que poderá vir a vender fios, a partir deste mercado, à Bulgária e à Roménia. O crescimento no mercado espanhol faz também parte dos planos de expansão da empresa. A Fitlene, que constitui a principal torcedura portuguesa na sua área e ocupa também uma posição cimeira na texturização de fios de poliéster e poliamida, possui já uma filial em Barcelona – a Fitlene Sintéticos Comercial – mas, segundo o seu administrador, quer agora alargar a actividade à região de Valência. «Estamos a crescer bem em Espanha, na ordem dos 12% este ano, face a 2004, para 3 milhões de euros», revela. A exportação de fios artificiais e sintéticos para outros mercados de Espanha, faz também parte do processo de consolidação do negócio no país vizinho. A empresa vai também continuar a exportar para um conjunto de mercados-alvo europeus, que inclui a Espanha, França, Itália, Grécia, Alemanha e Bélgica. Em Portugal, cerca de 70% dos produtos base da empresa são únicos e não têm concorrência, o mesmo se passando com a Espanha, e a nível europeu o mix de produtos apresentados é também único. Aproximadamente, 50% dos fios sintéticos da Fitlene são standards, as adaptações de encomendas feitas por médias empresas correspondem a 35% e os fios que vão permitir criar «um potencial de futuro» aos produtos inovadores dos clientes representam 15%. A Fitlene prevê facturar entre 9 a 10 milhões de euros no final do ano, um valor semelhante ao registado em 2004. As exportações representarão 46% do volume de negócios total da Fitlene este ano, contra 32% no ano anterior. Nos últimos quatro anos, a Fitlene investiu 10 milhões de euros em novas tecnologias e equipamentos.