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Fitor com baixa nos lucros

A empresa famalicense Fitor – Companhia Portuguesa de Têxteis apresentou resultados líquidos positivos de 238 mil euros, uma quebra de 66,6% face ao exercício anterior, com um cash-flow de 1,183 milhões de euros. Segundo a empresa adiantou ao Diário Económico, os resultados positivos devem-se principalmente a uma «rigorosa política de contenção de custos». O processo de recuperação da empresa, que está a decorrer há mais de dois anos, vai terminar em Maio com o pagamento da última prestação à Segurança Social. No que respeita às dividas para com o principal credor e accionista, a Textilwerke Deggendorf GmbH, só serão saldadas em Fevereiro de 2009. O presidente do concelho de administração da empresa, Johannes Ruckert, afirma que as vendas caíram 7,2%, para os 14,7 milhões de euros, «uma tendência negativa da quebra em quantidade, recessão essa que foi reforçada por uma redução dos preços». A situação líquida da Fitor situa-se nos 8,6 milhões de euros, o que representa um aumento de 65% face a 2000. A autonomia financeira da empresa também cresceu de 26,7% para 46%. No que respeita às dívidas a terceiros, tiveram uma descida considerável em cerca de metade do montante que passou de 12,5 milhões de euros para 6,7 milhões de euros. De acrescentar ainda que Johannes Ruckert tornou-se o segundo maior accionista entre os corpos dirigentes da Fitor, depois de ter adquirido em bolsa 10.108 acções. Um investimento superior a meio milhão de euros que ainda assim não chega a atingir 1% do capital total da empresa de Famalicão. Na opinião de Ruckert, «o presidente deve mostrar aos colaboradores que acredita na empresa», e esta convicção é que o leva a comprar mais acções.