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Fitor na frente da inovação

O investimento na produção interna está a dar frutos na especialista em texturização e tingimento de poliamida e poliéster, que acaba de expandir o portefólio de artigos técnicos e funcionais com a aplicação, entre outras, de fibras ocas e de carbono.

A Fitor lançou, na Ispo, uma gama de produtos que ilustram a sua aposta na industrialização, numa oferta dividida em duas vertentes: as tendências de mercado e a inovação técnica.

Os fios reciclados, em poliéster e poliamida, são uma das tendências. «Há uma procura grande pelos reciclados», assegura o CEO António Pereira. «As marcas têm metas, até 2020, de ter uma percentagem de produtos reciclados. Estamos numa fase embrionária e a desenvolver amostras para muitos clientes», revela.

A outra tendência explorada pela empresa, que emprega atualmente cerca de 70 pessoas, são os fios coloridos, estampados ou mesclas. «Vendemos muito, para todo o tipo de artigos, mas principalmente de desporto, performance e fitness. O ginásio passou a ser uma moda», afirma o CEO.

A área mais técnica encontra-se igualmente em expansão na Fitor, que está a utilizar fibra de carbono para marcar pontos junto dos clientes. «A fibra de carbono é muito útil em aplicações de performance e médicas», destaca António Pereira. Com propriedades bacteriostáticas e dissipação de eletricidade estática, a fibra «tem várias aplicações, nomeadamente roupa desportiva de performance, para atividades prolongadas, de resistência» e «vestuário de trabalho, colchões e almofadas», enumera.

Além dos artigos com fibra de carbono, «que tem muita procura», a empresa está também a promover o Fitor Light Plus, com fibras ocas de poliamida. «As fibras ocas apresentam elevado conforto, maciez, respirabilidade, gestão da humidade, termorregulação e leveza», aponta António Pereira. Propriedades que já convenceram marcas e empresas, como por exemplo a produtora de meias Barcelcom.

Com cerca de 500 clientes espalhados pela Europa, Norte de África, Turquia e América do Norte, a Fitor está a ganhar notoriedade junto dos players do mundo do desporto, sublinha o CEO. «Algumas marcas desportivas reconhecem que usar os nossos fios nos seus produtos tem valor acrescentado», explica. Um reconhecimento que permitiu à empresa aumentar as vendas em cerca de 10% em 2017, terminando o ano com um volume de negócios que rondou os 7 milhões de euros. «Duas coisas [permitiram o crescimento das vendas]: novos mercados e a recuperação de antigos clientes da gestão anterior», adianta António Pereira ao Jornal Têxtil (janeiro 2018).

Com uma nova vida desde novembro de 2014, gestão 100% nacional e o regresso da produção dentro de portas, a Fitor tem uma quota de exportação direta de 65%, um valor que deverá continuar a subir. Depois de, no ano passado, ter explorado os mercados dos Balcãs, em particular a Sérvia, Croácia, Macedónia e Bulgária, assim como a Polónia, Ucrânia, Bielorrússia e Hungria, o CEO acredita que 2018 «vai ser um ano de crescimento», focado na «consolidação de novos mercados».