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FITV alerta e aconselha o Governo

Dada a importância da ITV no contexto económico e industrial nacional, a FITV dirigiu-se ao governo para dotar o sector das devidas armas de resposta aos desafios que se apresentam. Para prevenir a concorrência dos países do terceiro mundo, a FITV «sente obrigação de alertar o novo governo para a necessidade de urgente de flexibilizar as lei laborais como a primeira das medidas a tomar», afirma em comunicado ao Semanário Económico. A concorrência daqueles países será desleal pois trata-se de empresas «para quem o trabalho infantil é perfeitamente legal, onde não existe qualquer lei sobre segurança, higiene, e saúde no trabalho e em que as preocupações com o meio ambiente não constituem qualquer obrigação. Surge então o apelo da FITV, perguntando «se o governo português não tem força suficiente para impor junto dos seus parceiros em Bruxelas que os acordos comerciais contenham uma clausula social e ambiental, então que conceda as nível interno as condições para que as empresas disponham de um quadro legal que lhe permita encarar as oscilações de mercado e a deslocalização das encomendas». A federação salienta àquele semanário que «o trabalho está tão mais seguro quanto mais flexível, em todas as vertentes» e só com uma legislação que permita respostas rápidas às variações de conjuntura haverá maior produtividade e «consequentemente melhores remunerações». A FITV finaliza com alerta e um conselho, adiantando que «ou bem que o governo está atento e actua, ou assistiremos a um aumento das falências e da taxa de desemprego», acrescentando que «devem incentivar-se as empresas a investir na área comercial, no desenvolvimento dos produtos, na distribuição, na cooperação e na manutenção dos níveis tecnológicos, criando-se assim um quadro de referência laboral, fiscal, ambiental e comercial que, sendo equilibrado, fomente a criação de riqueza e bem estar social».