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Florescer com Unflower

Aliar a estética da arte ao vestuário é o objetivo das duas jovens designers que criaram a Unflower, uma marca feminina recente no mercado, que desabrochou com o lema de que podemos ser o que quisermos quando quisermos.

Ana Sousa e Joana Braga

Desde cedo que o mundo da moda cativou Joana Braga e Ana Sousa, duas designers que estudaram design de moda juntas na Escola Superior de Artes e Design (ESAD). O gosto pela arte e a vontade de ter uma marca foram os ingredientes perfeitos para a receita da Unflower. «Trabalhamos juntas também e tínhamos aquele bichinho de ter uma marca. Queríamos mesmo lançar a nossa marca online e tentar depois chegar lá fora», revela Joana Braga.

Inspirado pela paixão comum das designers por flores, o nome da marca faz jus não só a esta vertente, mas também à possibilidade que a Unflower oferece de fazer com que os clientes, através das peças que usam, possam «sentir a arte e o cheiro das flores» sem estarem num museu ou em contacto com a natureza. «O nome surge de das duas coisas que mais gostamos, flores e arte. E depois associamos à ideia do “untitled”. Quando estamos num museu e temos aquela descrição que diz “untitled”. Então ficou Unflower», explica Ana Sousa ao Portugal Têxtil.

Descreve-se como uma marca portuguesa slow-fashion «divertida e colorida» que não dispensa a particular atenção aos detalhes que conferem feminilidade às peças destinadas exclusivamente para mulheres. Distingue-se no mercado por ser uma marca «vestível e ao mesmo tempo comprável». «Não são peças fora do normal em termos de preço, são peças que as pessoas podem comprar e que se destacam muito pelos detalhes», conta Joana Braga.

Metas e oportunidades

Com o conceito Joyride, as designers tiverem a oportunidade de fazer desfilar as criações da coleção primavera-verão 2020 pela passerelle do Portugal Fashion ao integrar a plataforma Bloom. «Nunca pensamos em vir para o Portugal Fashion. Recebemos um convite e é bom para nós termos visibilidade», admite Joana Braga.

O uso de diferentes formas e texturas combinado com a aplicação de flores nos mais variados artigos da marca quis «desafiar as formas orgânicas semi-abstratas» da obra “La tristesse du roi” de Henri Matisse. «Joyride é como se fosse uma viagem divertida. Acho que é mesmo esse o mood da coleção», reconhece Ana Sousa. «Trabalhamos muito a cor, as pérolas, muitos atilhos, laços… Tornamos muito feminina, mas contemporânea ao mesmo tempo», acrescenta Joana Braga.

A Unflower que optou por escolher beges, brancos, pretos e arriscar com tons verdes e rosas na coleção para a próxima estação quente, confessa ter cuidados com valores como «durabilidade e qualidade», assegurando a produção das peças em Portugal.

O destino das vendas da Unflower concretiza-se, atualmente online, a partir das redes sociais Instagram e Facebook. «Em breve pensamos estar nalguma loja multimarca, mas ainda não sabemos qual. Vamos lançar o website, entretanto, também», adianta Joana Braga.

Ainda que as metas a cumprir e os horizontes da marca sejam alargados, os passos seguintes cruzam a preparação da coleção para o outono-inverno 2020/2021. «Queremos vender esta coleção de inverno e depois começar a preparar o próximo inverno. A de verão já está», conclui Ana Sousa.