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Foco no crescimento

A empresa de vestuário PVH Corp antecipa mais oportunidades de crescimento para os seus negócios de vestuário Tommy Hilfiger e Calvin Klein após a aquisição do Warnaco Group no ano passado. Na sua intervenção na 15.ª Conferência Anual ICR XChange em Miami, o presidente e CEO Emanuel Chirico revelou que a PVH planeia expandir a marca Calvin Klein Jeans para acessórios e sportswear. «Fazê-lo sob a marca Calvin Klein dá-nos uma grande vantagem no futuro», considera. A empresa sediada em Nova Iorque também prevê reestabelecer a sua liderança sob a marca Calvin Klein Jeans na América do Norte e Europa, ao mesmo tempo que desenvolve a marca Tommy Hilfiger na Ásia e na América do Sul, onde a Warnaco tem uma plataforma de operações. «Há realmente muitos benefícios estratégicos com a transação e coloca-nos numa posição para fazer crescer as duas marcas fortes da casa numa base geográfica equilibrada, com fortes plataformas operacionais na América do Norte, Europa, Ásia e América do Sul», afirmou o CEO. A principal razão para a aquisição de 2,9 mil milhões de dólares (2,15 mil milhões de euros) da Warnaco foi a reunião da marca Calvin Klein, ganhar eficiências e afastar-se das relações de licença, apontou Chirico. «Do ponto de vista de tamanho, seremos uma das maiores e mais rentáveis empresas no mundo», acrescentou. Ao unir as várias categorias de vestuário da Calvin Klein, a PVH acredita que pode ter «benefícios significativos» na parte do negócio dos jeans – sobretudo na Europa e na América do Norte, onde a marca teve anteriormente dificuldades. «Podemos melhorar esses negócios e torna-los melhores», acredita Chirico. Aposta nas marcas O CEO da PVH indicou que a marca Tommy Hilfiger, que foi comprada em 2010, é «um negócio muito saudável» para a empresa e antecipa oportunidades significativas de crescimento na Europa assim como a continuação do crescimento entre a América do Sul e a Ásia. «Mesmo neste ambiente macroeconómico difícil que está a viver a Europa, a marca Tommy continuou a crescer e continuou a ganhar quota de mercado. Creio que é uma combinação da força da marca e da plataforma operacional que foi criada», justificou Chirico. Recentemente a PVH criou uma joint-venture com a brasileira Inbrands para distribuir os produtos da marca Tommy Hilfiger no país. Embora o Brasil represente menos de 10% das vendas da marca na América do Sul, o mercado tem «um enorme potencial», considera o CEO. «Acreditamos que nos próximos cinco anos podemos duplicar o tamanho do mercado brasileiro com a continuação do crescimento no nosso negócio de denim. Ao mesmo tempo estamos a aumentar o negócio de sportswear, tanto homem como senhora, que nos dão um ótimo veículo de crescimento nesse país», referiu. No que respeita às marcas históricas da PVH, embora representem um investimento reduzido para a empresa, este negócio gera um volume de negócios considerável, segundo Chirico. «Tem um forte papel e permite-nos investir os lucros nas duas marcas em crescimento», afirmou. Este grupo de marcas, que inclui a Izod, Van Heusen, Bass e Arrow, registaram um volume de negócios de 489,5 milhões de dólares no terceiro trimestre, um valor que representou uma quebra de 7% em comparação com o mesmo período do ano anterior, devido aos efeitos da saída dos negócios de senhora da Izod e das vendas por grosso de sportswear da Timberland. Excluindo o impacto dessas ações, contudo, o volume de negócios aumentou 3%.