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Foot by Foot revela ambições

O vestuário de trabalho e as lonas para proteção de automóveis são duas novas áreas de produto que a Foot by Foot está a explorar, num percurso que deverá impulsionar o volume de negócios para 4,5 milhões de euros até 2020.

No vestuário moda, os têxteis laminados e revestidos produzidos pela Foot by Foot integram, através dos confecionadores portugueses, as coleções dos grandes nomes da moda, desde Karl Lagerfeld e Céline à Zara, mas há uma nova área de negócio que a empresa está a explorar: o vestuário de trabalho.

A primeira apresentação foi realizada no passado mês de maio, tendo como palco a Techtextil, com «um têxtil antifogo 100% algodão, que pode ser usado em fardas de bombeiros», revelou o administrador António Pereira ao Jornal Têxtil, num artigo pulicado na edição de setembro. «Cada sector tem uma especificidade muito própria e aquilo que fazemos é dar resposta a isso. E esta é a primeira vez que estamos a dar resposta a esta área», explicou.

Os têxteis para calçado – a área pela qual começou a trabalhar, há mais de quatro décadas – ainda representam a maior fatia (40%) do volume de negócios da Foot by Foot, que em 2016 atingiu os 3 milhões de euros. «O calçado é maioritariamente para Portugal, acabamos por exportar indiretamente», afirmou o administrador. A restante quota divide-se em partes iguais entre os têxteis-lar e o vestuário. «Temos uma base de dados de quase 1.400 clientes nas três áreas. Todos os anos trabalhamos cerca de 500 clientes», apontou António Pereira.

Com uma quota de exportação próxima dos 20%, o objetivo da empresa é continuar a crescer nos mercados externos. «Há determinadas áreas que nos permitem ter expectativas de crescimento muito maiores. O calçado é muito específico, as quantidades são diferentes, há uma variabilidade muito grande porque está ligado à moda. Como somos uma indústria, temos como pretensão, de alguma forma, tentar aumentar áreas que tenham uma continuidade e encomendas com um volume muito maior, como é o caso dos têxteis-lar», adiantou António Pereira ao Jornal Têxtil, destacando que nesta área «já chegamos às portas da Turquia. Conseguimos colocar em toda a Europa».

O crescimento deverá ainda passar por uma maior verticalização do negócio. «Atualmente compramos matéria-prima em contentor, ou seja, fio. Subcontratamos a tricotagem, mandamos acabar fora e a partir daí fazemos tudo internamente e vendemos em rolo», esclareceu o administrador.  «A nossa próxima etapa é verticalizar, mas para trás. Poderemos, e estamos a pensar, comprar teares para tricotar, mas nunca vender produto acabado», destacou.

Um projeto que poderá ser executado antes de 2020, mas cuja prioridade foi ultrapassada por um novo projeto de coberturas para automóveis e camiões. «Surgiu-nos um pedido de proposta para um tecido específico, revestido de determinada maneira, para ser suave e estar em cima do carro sem o danificar e ao mesmo tempo protegê-lo de temperaturas baixas, calor, chuva…», referiu António Pereira.

Iniciativas e projetos que deverão permitir um crescimento consolidado à Foot by Foot. «A nossa expectativa é chegarmos aos 4,5 milhões de euros antes de 2020. E isto não é com serviços que se atinge, é com a venda de produto. A nossa aposta é isso, a venda de produto em rolo para têxteis-lar, calçado e confeção de vestuário de trabalho, maioritariamente», concluiu o administrador.